Lula critica Flamengo e Corinthians ao defender fim das bets no Brasil
Lula cita Flamengo e Corinthians ao falar sobre as bets e diz que clubes terão de buscar outras fontes de receita no Brasil.

Lula cita Flamengo e Corinthians ao defender o fim das bets no Brasil e afirmar que os clubes precisarão encontrar outras fontes de receita diante da proibição do setor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou os valores recebidos pelas duas equipes em contratos ligados às empresas de apostas esportivas.
Ao abordar a relação financeira entre os clubes e as casas de apostas, Lula afirmou que o Flamengo recebe aproximadamente R$ 240 milhões, enquanto o Corinthians teria receita de R$ 150 milhões vinculada ao setor.
“Vão ter que arranjar outra forma de ganhar dinheiro, porque a bet vai acabar”, declarou o presidente ao comentar a situação dos clubes. A fala foi registrada em meio ao debate nacional sobre os impactos econômicos e sociais das apostas esportivas.
Clubes demonstraram preocupação
A discussão envolvendo Flamengo, Corinthians e outros times ganhou força depois que clubes brasileiros passaram a manifestar preocupação com as consequências financeiras de uma eventual retirada das empresas de apostas do mercado.
Antes da proibição, 15 dos 20 clubes da Série A haviam participado de um manifesto contrário ao encerramento das atividades das bets. Entre os argumentos apresentados estava o impacto que a retirada dos patrocinadores poderia provocar nas receitas do futebol brasileiro. O Flamengo, por exemplo, defendia a manutenção de um mercado regulamentado para as apostas esportivas.
Lula, por sua vez, argumentou que os clubes não deveriam depender do dinheiro gasto pelos próprios torcedores nas plataformas para financiar suas atividades.
Governo proibiu as bets
A discussão avançou para uma mudança efetiva na legislação. Em 25 de setembro de 2026, o governo federal anunciou uma Medida Provisória proibindo a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas apostas de quota fixa no Brasil.
Segundo informações oficiais do governo, a medida alcança apostas esportivas e jogos on-line e também se aplica às autorizações estaduais e distritais. Outras modalidades lotéricas previstas na legislação não foram incluídas na proibição.
O governo justificou a decisão principalmente pelos efeitos das apostas sobre o endividamento das famílias e pelos problemas relacionados ao jogo compulsivo.
As declarações de Lula citando Flamengo e Corinthians colocaram também o impacto da medida sobre o futebol no centro da discussão. Para clubes que mantêm contratos relevantes de patrocínio com empresas de apostas, a proibição cria a necessidade de substituição dessas receitas e de revisão dos acordos comerciais relacionados ao setor.
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