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Ponta Grossa

Lei Maria da Penha amplia proteção para casais homoafetivos e mulheres trans

A advogada enfatizou que a ampliação beneficia diretamente a sociedade como um todo, protegendo um público historicamente vulnerável

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BNT
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Em entrevista exclusiva ao BNT NEWS, nesta sexta-feira (14), a advogada criminalista Beatriz Striquer comentou importantes mudanças na Lei Maria da Penha, destacando a recente ampliação decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A partir de agora, casais homoafetivos masculinos, mulheres trans e travestis passam a contar com a proteção dessa legislação.

“Essa ampliação, mais do que alteração, atende à necessidade urgente de proteção contra a violência doméstica também para homens em relações homoafetivas, mulheres trans e travestis. Foi uma decisão recente, do último dia 22 de fevereiro, e é muito importante que a população esteja ciente dessa mudança”, explicou Beatriz.

A advogada enfatizou que a ampliação beneficia diretamente a sociedade como um todo, protegendo um público historicamente vulnerável e ampliando a defesa dos direitos humanos: “No Brasil, a cada 8 minutos, uma pessoa é vítima de violência de gênero. Essa decisão preenche um vácuo legislativo e garante direitos fundamentais”, destacou.

Questionada sobre a realidade em Ponta Grossa, Beatriz ressaltou a relevância da medida, especialmente diante do crescimento da violência doméstica contra casais homoafetivos. Ela também destacou que muitas vítimas têm receio de buscar ajuda, mas reforçou que a ampliação visa dar mais voz e segurança às vítimas.

“É essencial que essas vítimas se sintam seguras para denunciar. Não é uma forma de expor as pessoas, mas sim de protegê-las. O STF percebeu o alto volume de casos e optou por uma decisão abrangente e linear para garantir proteção jurídica eficaz”, acrescentou a especialista.

Aos descrentes da eficácia da Lei Maria da Penha, Beatriz assegurou: “Sim, funciona. Hoje temos prisões efetivas dos agressores, medidas protetivas eficazes e punições severas, inclusive financeiras”.

Por fim, a advogada reforçou a importância das vítimas procurarem imediatamente a polícia, a Guarda Municipal, ou mesmo um advogado especializado em situações críticas. “É fundamental agir rápido, buscando proteção imediata através do 153 (Guarda Municipal) ou 190 (Polícia Militar). Em outros casos, a Delegacia da Mulher ou diretamente um advogado são os caminhos indicados”, finalizou.

Beatriz Striquer deixou claro seu compromisso como advogada criminalista em orientar, instruir e combater na defesa dos direitos de seus clientes.

Assista ao vídeo ?

 

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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