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Ponta Grossa

Justiça reafirma credibilidade do Portal BNT e condena internauta por ataques à honra do veículo

O juízo de primeiro grau concordou, destacando que a frase atribuía ao portal uma conduta dolosa — a de receber dinheiro para manipular informações — sem qualquer prova ou fundamento

Justiça reafirma credibilidade do Portal BNT e condena internauta por ataques à honra do veículo
Ilustação/BnT
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Em uma decisão que reforça os limites da liberdade de expressão e protege a integridade da imprensa profissional, o Poder Judiciário do Paraná confirmou a condenação de Keyla Regina Sanson de Avila por danos morais contra o Portal BNT Online
. O caso, que se arrasta desde o período eleitoral de 2024, teve um novo desfecho com a manutenção da sentença em segunda instância pela 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais

O Início: Informação de Interesse Público

Tudo começou em outubro de 2024, quando o Portal BNT cumpriu seu papel jornalístico ao noticiar um incidente de grande repercussão em Ponta Grossa: o engasgamento da então candidata a vice-prefeita, Sandra Queiroz, em um restaurante local. O veículo acompanhou o caso, informando sobre o socorro prestado pelo SAMU e a subsequente internação da política em UTI.
Posteriormente, o BNT deu voz a profissionais do atendimento que relataram ter sido demitidos por justa causa sob a acusação de atraso no socorro.

A reportagem baseou-se em relatos diretos, cumprindo o dever de informar sobre fatos que envolviam figuras públicas e a gestão da saúde municipal
.
O Ataque: Mentiras e Acusações Infundadas

A reação da ré, Keyla Regina Sanson de Avila, extrapolou o debate democrático. Através de redes sociais, ela desferiu ataques diretos à reputação do portal. “O comentário mais grave, que motivou a condenação, afirmava que o BNT era um “blog que recebe para tumultuar notícias”
.
Na justiça, o Portal BNT defendeu que tais afirmações não eram apenas críticas, mas tentativas deliberadas de descredibilizar seu trabalho técnico e ético.

O juízo de primeiro grau concordou, destacando que a frase atribuía ao portal uma conduta dolosa — a de receber dinheiro para manipular informações — sem qualquer prova ou fundamento.

Justiça em Duas Instâncias

Inconformada com a sentença inicial que a condenou a pagar R$ 2.000,00, Keyla recorreu ao Tribunal de Justiça, alegando que suas falas seriam apenas “manifestação de opinião” em contexto eleitoral.
No entanto, a 2ª Turma Recursal foi incisiva. O relator, Juiz Helder Luis Henrique Taguchi, reafirmou que, embora o portal receba verbas de publicidade institucional (o que é público e legal), isso jamais autoriza ataques que imputem má-fé ou parcialidade.

A decisão de segunda instância, proferida em dezembro de 2025, foi unânime em manter a condenação, destacando que a honra objetiva da empresa jornalística foi atingida.

Para o jornalista Marcos Silva, diretor  do Portal BNT, a decisão é uma vitória da verdade e um recado claro de que a internet não é um “território sem lei” onde a reputação de veículos sérios pode ser atacada gratuitamente.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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