SÁBADO · 27 JUN 2026Ponta Grossa 11°C ☁️
Publicidade
Últimas

Justiça manda demolir marina irregular em área de manguezal em Paranaguá

Na ação, os Ministérios Públicos solicitaram a retirada completa das estruturas da marina, a remoção do aterro realizado no local, a recuperação da área ambientalmente degradada

Justiça manda demolir marina irregular em área de manguezal em Paranaguá
Reprodução
Publicidade

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Paraná obtiveram decisão favorável na Justiça Federal que determina a demolição de uma marina construída de forma irregular em Área de Preservação Permanente (APP) no município de Paranaguá, no litoral do Paraná. A sentença julgou procedente a ação civil pública proposta pelos dois órgãos.

Na ação, os Ministérios Públicos solicitaram a retirada completa das estruturas da marina, a remoção do aterro realizado no local, a recuperação da área ambientalmente degradada e a interdição imediata do imóvel. Todos os pedidos foram acolhidos pela Justiça Federal.

Conforme a decisão, o responsável pelo empreendimento deverá promover a demolição das construções, retirar todo o material inserido artificialmente no terreno e dar destinação ambientalmente adequada aos resíduos. Também foi determinada a instalação de cercas no local, com o objetivo de impedir o acesso de pessoas à área.

A sentença estabelece ainda que o responsável apresente e execute um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que deverá ser acompanhado e fiscalizado pelos órgãos ambientais competentes. As medidas deverão ser cumpridas no prazo de até 60 dias após o trânsito em julgado, sob pena de aplicação de multa diária.

Além disso, a Justiça Federal determinou a interdição imediata do imóvel, proibindo qualquer tipo de uso, seja pessoal ou comercial. Caberá aos órgãos ambientais federais e estaduais fiscalizar o cumprimento da decisão, inclusive com a instalação de placa informativa indicando a interdição na entrada da área.

Entenda o caso

De acordo com o MPF e o MPPR, a marina funcionava há mais de dez anos sem as autorizações legais exigidas e sem licença ambiental válida. As investigações apontaram que o empreendimento ocupa aproximadamente 8 mil metros quadrados, abrangendo terreno de marinha e área de manguezal, classificada como Área de Preservação Permanente.

Embora o responsável tenha solicitado a regularização do imóvel junto à Secretaria do Patrimônio da União no Paraná (SPU/PR), o processo não avançou devido à ausência de documentos essenciais, como a anuência do município de Paranaguá, a autorização da Capitania dos Portos e a licença ambiental.

Segundo os Ministérios Públicos, a ocupação irregular impediu a regeneração da vegetação nativa e provocou danos significativos ao manguezal, ecossistema considerado fundamental para a manutenção do equilíbrio ambiental da zona costeira.

Após o encerramento definitivo do processo, o cumprimento integral da decisão judicial seguirá sob acompanhamento dos órgãos ambientais, que deverão fiscalizar a demolição das estruturas, a recuperação da área degradada e a manutenção da interdição do imóvel.(Comunicação – MPF)

Leia também PCPR prende jovem investigado por indução à automutilação e crimes sexuais no Paraná

 

Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →