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Goiabas, por Renata Regis Florisbelo

Uma metáfora pungente sobre abandono, amor rejeitado e o esquecimento das pequenas belezas da vida. Leia este texto poético e se emocione com cada linha.

Goiabas
#Imagem: Yotube/BnT
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Meus passos passavam por ali. Inúmeras vezes a cabeça não passava entretida em tantos outros caminhos. Era agradável quando o frescor da tarde trazia ventos a circular sem pelo calor se desintegrar. Mas, não é só o calor que nos desintegra, também o frio quando vem do amor rechaçado, quando não se recebe o calor no acalento sonhado.

Eu sonhava com o inverno batendo nas portas. Então eu pediria socorro a você, para me aninhar em teu calor a acariciar. Foi quando percebi no chão as goiabas já apodrecidas e meu corpo gelou. As goiabas rompidas no chão, quedadas ao chão, sequer percebidas, tampouco recolhidas, eram ninguém.

Como eu elas ficaram no caminho, não foram percebidas, caíram em profundo esquecimento. Nem eu havia erguido os olhos para ver o que lá em cima continha. No alto da sua existência, goiabeira em resistência e sua quintessência ficou só numa massa na calçada amassada.

Você foi, eu fiquei e a goiaba apodreceu.

Autoria: Renata Regis Florisbelo

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