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Ponta Grossa

Escolas municipais terão apoio psicossocial para alunos e famílias

A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com uma educação mais humanizada, inclusiva e atenta às necessidades emocionais, sociais e comunitárias

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A Prefeitura de Ponta Grossa publicou nesta segunda-feira (10) o Decreto nº 25.330/2025, que regulamenta a Lei Federal nº 14.567/2023, dispondo sobre a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas municipais. A medida visa garantir apoio psicossocial aos alunos da rede básica e fortalecer o trabalho pedagógico e comunitário desenvolvido pelas unidades escolares.

Segundo o texto do decreto, os profissionais deverão integrar equipes multiprofissionais ligadas à Secretaria Municipal de Educação e atuarão respeitando o projeto político-pedagógico de cada escola. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta da educação municipal diante de demandas sociais, emocionais e educacionais complexas.

Ações diretas nas escolas

Entre as atribuições dos psicólogos e assistentes sociais estão:

  • Garantir o acesso, permanência e sucesso escolar dos estudantes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social;

  • Acompanhar famílias em casos de ameaça ou violação de direitos;

  • Atuar na prevenção e enfrentamento da violência, bullying, uso abusivo de drogas, gravidez na adolescência, entre outros temas sensíveis ao ambiente escolar;

  • Promover o fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade;

  • Apoiar a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades;

  • Contribuir para a formação continuada de educadores e promoção da saúde mental nas escolas.

Papéis específicos dos profissionais

O decreto também detalha as funções específicas de cada categoria profissional. O assistente social deve, por exemplo:

  • Intervir em casos de evasão escolar e dificuldades de aprendizagem;

  • Assessorar tecnicamente a gestão escolar;

  • Atuar como elo entre escola e políticas públicas;

  • Promover a inclusão e o respeito aos direitos humanos dentro do ambiente escolar.

Já o psicólogo terá papel fundamental na:

  • Elaboração de estratégias pedagógicas com base em conhecimentos sobre desenvolvimento e aprendizagem;

  • Avaliação psicológica de estudantes;

  • Orientação profissional;

  • Mediação de conflitos e combate a preconceitos no ambiente escolar.

Educação como espaço de proteção

De acordo com o decreto, os profissionais também devem contribuir com ações educativas sobre temas como racismo, homofobia, sexismo e discriminação religiosa ou social, além de divulgar marcos legais como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto da Igualdade Racial e o Estatuto da Juventude.

A normativa ainda determina o monitoramento da participação de alunos beneficiários de programas de transferência de renda e o estímulo à participação estudantil por meio de grêmios e conselhos.

Fortalecimento da rede de apoio

O prefeito em exercício, Moisés Elias Ribas Faria, assinou o decreto junto ao procurador geral do município, Gustavo Schemim da Matta. A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com uma educação mais humanizada, inclusiva e atenta às necessidades emocionais, sociais e comunitárias de seus estudantes.

O decreto já está em vigor e deve impactar positivamente a rotina de escolas públicas em toda a cidade, promovendo um ambiente mais saudável, justo e acolhedor para alunos, educadores e famílias.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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