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Empresa nega irregularidades em demissões de terceirizadas da limpeza nos hospitais universitários da UEPG e HUMAI

Empresa nega ter condicionado pagamento de valores à Justiça e afirma que regularização das pendências trabalhistas será concluída até 26 de setembro

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Foto: Jéssica Natal
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Após denúncias de trabalhadoras terceirizadas da limpeza sobre o não pagamento da multa rescisória de 40% sobre o FGTS e outras verbas trabalhistas, a empresa responsável pelos contratos com o Hospital Universitário da UEPG e o Hospital Universitário Materno Infantil (HUMAI) se manifestou oficialmente, negando que tenha orientado as funcionárias a buscar seus direitos apenas por via judicial.

Em nota encaminhada à reportagem, a empresa afirmou que as informações divulgadas “não condizem com a realidade dos fatos” e garantiu que todas as rescisões foram realizadas de forma transparente, com ressalvas formais registradas nos documentos entregues às colaboradoras. Segundo o comunicado, tais ressalvas servem justamente para preservar o direito das trabalhadoras de contestarem eventuais pendências, sem que isso represente renúncia de seus direitos.

“Em nenhum momento houve orientação formal ou informal da empresa no sentido de condicionar o pagamento de quaisquer valores à judicialização dos casos”, diz um trecho do texto.

Ainda de acordo com a empresa, não há histórico de ações trabalhistas movidas contra ela no âmbito deste contrato até o momento das demissões, o que, segundo a nota, comprova seu “compromisso contínuo com o cumprimento das obrigações legais e o respeito às convenções coletivas da categoria”.

Regularização em andamento

Sobre as pendências apontadas pelas trabalhadoras e pelo sindicato da categoria (Siemaco), a empresa informou que já iniciou os trâmites para regularização e que a previsão de conclusão é até sexta-feira, 26 de setembro, conforme acordado com a entidade sindical.

“Seguimos à disposição das autoridades competentes, do sindicato e, principalmente, das trabalhadoras, para prestar todos os esclarecimentos necessários e garantir que qualquer divergência seja tratada com seriedade, responsabilidade e dentro dos meios legais adequados”, conclui o comunicado.

A denúncia das funcionárias inclui ainda relatos sobre diferenças salariais, férias vencidas, ausência de adicionais como o hospitalar e o de insalubridade, entre outros pontos. Algumas já ingressaram com ações trabalhistas para reivindicar os valores que consideram devidos.

O Siemaco reforça que continuará oferecendo apoio jurídico gratuito às trabalhadoras e que está acompanhando de perto o processo de regularização prometido pela empresa.

Confira o posicionamento da empresa na íntegra

Em relação à matéria publicada a respeito das trabalhadoras terceirizadas da limpeza que atuaram no Hospital Universitário da UEPG e no HUMAI, a empresa esclarece que as informações divulgadas não condizem com a realidade dos fatos.
Ressaltamos que em nenhum momento houve orientação formal ou informal da empresa no sentido de condicionar o pagamento de quaisquer valores à judicialização dos casos. Todas as rescisões foram realizadas de forma transparente, com ressalvas devidamente registradas nos documentos entregues às colaboradoras, como forma de garantir que todos os direitos eventualmente pendentes pudessem ser avaliados de forma individual, sem prejuízo a nenhuma das partes.
Além disso, é importante destacar que, durante todo o período de prestação de serviços, não houve qualquer histórico de reclamatórias trabalhistas contra a empresa neste contrato específico, o que comprova nosso compromisso contínuo com o cumprimento das obrigações legais e o respeito às convenções coletivas da categoria.
A empresa também reitera que está em contato direto com o sindicato da categoria (Siemaco) e já iniciou os procedimentos necessários para regularização de eventuais pendências apontadas, inclusive com previsão de conclusão até sexta-feira, 26 de setembro, conforme informado anteriormente.
Seguimos à disposição das autoridades competentes, do sindicato e, principalmente, das trabalhadoras, para prestar todos os esclarecimentos necessários e garantir que qualquer divergência seja tratada com seriedade, responsabilidade e dentro dos meios legais adequados.

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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