“Empate do Brasil com Marrocos reacende debate sobre espaço para Endrick”, por Yuri Silva
O técnico Carlo Ancelotti mostrou convicção na montagem inicial da Seleção Brasileira. O italiano optou por uma formação conservadora no sistema defensivo e, antes da bola rolar, a decisão de escalar Ibañez pela lateral direita e Douglas Santos pelo lado esquerdo parecia a mais adequada para enfrentar um adversário que explora muito as jogadas pelos […]

O técnico Carlo Ancelotti mostrou convicção na montagem inicial da Seleção Brasileira. O italiano optou por uma formação conservadora no sistema defensivo e, antes da bola rolar, a decisão de escalar Ibañez pela lateral direita e Douglas Santos pelo lado esquerdo parecia a mais adequada para enfrentar um adversário que explora muito as jogadas pelos lados do campo.
A escolha fazia sentido. Iniciar a peleja com Danilo e Alex Sandro poderia representar riscos diante da velocidade e da intensidade marroquina pelos flancos. No entanto, uma coisa é a ideia, outra é a execução. Embora a opção por Ibañez tenha sido correta no papel, o defensor não conseguiu apresentar uma boa atuação como lateral-direito improvisado e encontrou dificuldades ao longo da partida.
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Na etapa complementar, Danilo assumiu o setor e, mesmo sem oferecer grande contribuição ofensiva, conseguiu fazer o chamado feijão com arroz, dando mais segurança e equilíbrio ao corredor direito da Seleção.
Ainda assim, o primeiro tempo foi amplamente favorável aos africanos. Marrocos dominou as ações, pressionou a saída de bola brasileira e criou as melhores oportunidades. Após cerca de 15 minutos de clara superioridade marroquina, o Brasil conseguiu equilibrar um pouco as ações. Justamente quando parecia encontrar algum conforto no confronto, veio o castigo.
Aos 20 minutos, Ismael Saibari fez um golaço por cobertura sobre Alisson e abriu o marcador para Marrocos.
A resposta brasileira não demorou muito e veio em um lance de talento individual. Aos 31 minutos, Vinícius Júnior recebeu o passe de Bruno Guimarães, invadiu a área e marcou um belo gol para deixar tudo igual.
Os números da primeira etapa ajudam a explicar o cenário visto em campo:
Brasil
• 5 finalizações (2 no alvo)
Marrocos
• 11 finalizações (2 no alvo)
Na volta do intervalo, Ancelotti promoveu as entradas de Fabinho e Danilo para evitar uma exposição maior da equipe, especialmente com Casemiro e Ibañez já advertidos com cartão amarelo.
Ao longo da etapa complementar, também entraram Matheus Cunha, Danilo Santos e Luiz Henrique. A intenção era evidente: dar mais qualidade à criação na meia-cancha e aproveitar a velocidade de Vinícius Júnior e Luiz Henrique pelos corredores.
A ideia era boa. A execução, nem tanto.
Na prática, faltou inspiração e também transpiração. O Brasil teve dificuldades para construir jogadas, pouco ameaçou a meta adversária e não conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades claras.
Diante do que foi apresentado ao longo dos 90 minutos, o empate acabou sendo o resultado mais justo. E a principal conclusão deixada pela partida é preocupante: se pretende avançar às fases decisivas desta Copa do Mundo, a Seleção Brasileira precisará evoluir muito.
Os números finais da peleja mostram um equilíbrio maior do que o visto em vários momentos do confronto:
Brasil
• 54% de posse de bola
• 8 finalizações (5 no alvo)
Marrocos
• 46% de posse de bola
• 13 finalizações (4 no alvo)
Ausência de Endrick
Outro ponto que intrigou a torcida foi a ausência de Endrick. O jovem atacante, mesmo com apenas 19 anos, já demonstrou personalidade e estrela em momentos importantes. Sua não utilização, nem mesmo durante o segundo tempo, gerou questionamentos por grande parte da crônica esportiva e torcida brasileira.
Em uma tarde de pouca criatividade coletiva, Igor Thiago também acabou passando praticamente despercebido. Talvez tenha chegado o momento de ouvir o clamor popular e dar uma oportunidade a Endrick entre os titulares.
Seguiremos acompanhando os próximos compromissos para observar como a Seleção Brasileira evolui — ou não — sob o comando de Carlo Ancelotti.
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