SEXTA-FEIRA · 26 JUN 2026Ponta Grossa 12°C 🌦️
Publicidade
Colunistas

“Empate do Brasil com Marrocos reacende debate sobre espaço para Endrick”, por Yuri Silva

O técnico Carlo Ancelotti mostrou convicção na montagem inicial da Seleção Brasileira. O italiano optou por uma formação conservadora no sistema defensivo e, antes da bola rolar, a decisão de escalar Ibañez pela lateral direita e Douglas Santos pelo lado esquerdo parecia a mais adequada para enfrentar um adversário que explora muito as jogadas pelos […]

“Empate do Brasil com Marrocos reacende debate sobre espaço para Endrick”, por Yuri Silva
Publicidade

O técnico Carlo Ancelotti mostrou convicção na montagem inicial da Seleção Brasileira. O italiano optou por uma formação conservadora no sistema defensivo e, antes da bola rolar, a decisão de escalar Ibañez pela lateral direita e Douglas Santos pelo lado esquerdo parecia a mais adequada para enfrentar um adversário que explora muito as jogadas pelos lados do campo.

A escolha fazia sentido. Iniciar a peleja com Danilo e Alex Sandro poderia representar riscos diante da velocidade e da intensidade marroquina pelos flancos. No entanto, uma coisa é a ideia, outra é a execução. Embora a opção por Ibañez tenha sido correta no papel, o defensor não conseguiu apresentar uma boa atuação como lateral-direito improvisado e encontrou dificuldades ao longo da partida.

Confira as últimas notícias sobre Esportes (Clique aqui).

Na etapa complementar, Danilo assumiu o setor e, mesmo sem oferecer grande contribuição ofensiva, conseguiu fazer o chamado feijão com arroz, dando mais segurança e equilíbrio ao corredor direito da Seleção.

Ainda assim, o primeiro tempo foi amplamente favorável aos africanos. Marrocos dominou as ações, pressionou a saída de bola brasileira e criou as melhores oportunidades. Após cerca de 15 minutos de clara superioridade marroquina, o Brasil conseguiu equilibrar um pouco as ações. Justamente quando parecia encontrar algum conforto no confronto, veio o castigo.

Aos 20 minutos, Ismael Saibari fez um golaço por cobertura sobre Alisson e abriu o marcador para Marrocos.

A resposta brasileira não demorou muito e veio em um lance de talento individual. Aos 31 minutos, Vinícius Júnior recebeu o passe de Bruno Guimarães, invadiu a área e marcou um belo gol para deixar tudo igual.

Os números da primeira etapa ajudam a explicar o cenário visto em campo:

Brasil

• 5 finalizações (2 no alvo)

Marrocos

• 11 finalizações (2 no alvo)

Na volta do intervalo, Ancelotti promoveu as entradas de Fabinho e Danilo para evitar uma exposição maior da equipe, especialmente com Casemiro e Ibañez já advertidos com cartão amarelo.

Ao longo da etapa complementar, também entraram Matheus Cunha, Danilo Santos e Luiz Henrique. A intenção era evidente: dar mais qualidade à criação na meia-cancha e aproveitar a velocidade de Vinícius Júnior e Luiz Henrique pelos corredores.

A ideia era boa. A execução, nem tanto.

Na prática, faltou inspiração e também transpiração. O Brasil teve dificuldades para construir jogadas, pouco ameaçou a meta adversária e não conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades claras.

Diante do que foi apresentado ao longo dos 90 minutos, o empate acabou sendo o resultado mais justo. E a principal conclusão deixada pela partida é preocupante: se pretende avançar às fases decisivas desta Copa do Mundo, a Seleção Brasileira precisará evoluir muito.

Os números finais da peleja mostram um equilíbrio maior do que o visto em vários momentos do confronto:

Brasil

• 54% de posse de bola
• 8 finalizações (5 no alvo)

Marrocos

• 46% de posse de bola
• 13 finalizações (4 no alvo)

Ausência de Endrick

Outro ponto que intrigou a torcida foi a ausência de Endrick. O jovem atacante, mesmo com apenas 19 anos, já demonstrou personalidade e estrela em momentos importantes. Sua não utilização, nem mesmo durante o segundo tempo, gerou questionamentos por grande parte da crônica esportiva e torcida brasileira.

Em uma tarde de pouca criatividade coletiva, Igor Thiago também acabou passando praticamente despercebido. Talvez tenha chegado o momento de ouvir o clamor popular e dar uma oportunidade a Endrick entre os titulares.

Seguiremos acompanhando os próximos compromissos para observar como a Seleção Brasileira evolui — ou não — sob o comando de Carlo Ancelotti.

Se inscreva no nosso canal do YouTube e acompanhe nossa programação diária

Yuri Silva
Autoria
Yuri Silva
Sou formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sou jornalista do portal BnT. Possuo aptidão em comunicação textual, verbal e afins. Possuo um apreço especial pelo jornalismo esportivo. Faço parte da equipe do BnT Esporte Clube.
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →