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Ponta Grossa

Contorno de Ponta Grossa gera questionamentos por irregularidades e falta de transparência

Contorno de Ponta Grossa irregularidades: Sindicato Rural cobra transparência e aponta riscos ambientais e econômicos no projeto.

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O contorno de Ponta Grossa irregularidades passou a ser alvo de questionamentos após o Sindicato Rural do município acionar o Ministério Público do Paraná (MPPR), apontando falhas no projeto e ausência de transparência por parte da concessionária responsável.

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Durante entrevista ao BnT News, o presidente do Sindicato Rural, Gustavo Ribas Netto, afirmou que o principal problema está na falta de informações técnicas detalhadas, mesmo diante de um investimento estimado em cerca de R$ 1 bilhão.

FALTA DE DADOS TÉCNICOS GERA ALERTA

Segundo Ribas, o projeto apresentado até agora não permite uma análise adequada. De acordo com ele, a concessionária disponibilizou apenas um mapa em PDF, sem estudos técnicos completos, como traçado detalhado, dados ambientais ou informações de engenharia.

“A gente vai investir um valor alto em um projeto que até hoje não apareceu de forma completa”, destacou durante a entrevista. O dirigente também questiona a ausência de arquivos técnicos que permitam análise aprofundada, como mapas digitais e estudos de impacto.

IMPACTOS AMBIENTAIS E ECONÔMICOS PREOCUPAM

Outro ponto levantado envolve possíveis impactos sobre o meio ambiente e a produção rural. O sindicato alerta que o traçado pode atingir nascentes e cursos d’água importantes para a região. Há ainda preocupação com áreas ligadas à Embrapa, o que poderia comprometer pesquisas e afetar diretamente a produtividade do agronegócio nos Campos Gerais.

Além disso, o projeto poderia impactar indústrias e o abastecimento hídrico, gerando reflexos econômicos para o município.

TRAÇADO PODE AFETAR MOBILIDADE E CRESCIMENTO

O Sindicato Rural também questiona o modelo proposto para o contorno. De acordo com Ribas, a estrutura pode funcionar como uma barreira ao desenvolvimento urbano, com poucos acessos ao longo de cerca de 42 quilômetros.

A preocupação é que o contorno acabe perdendo sua função original e se transforme, com o tempo, em uma via urbana comum, comprometendo a fluidez do trânsito.

DIÁLOGO COM CONCESSIONÁRIA NÃO AVANÇOU

Segundo o presidente, diversas reuniões foram realizadas desde o ano passado, mas sem avanços concretos. Ele afirma que a concessionária não apresentou dados técnicos suficientes nem abriu espaço para debate aprofundado. “A população precisa ser ouvida. Quem vive aqui conhece a realidade local”, afirmou .

CASO SEGUE EM ANÁLISE NO MP

O Ministério Público já encaminhou o caso para a 6ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, que será responsável por avaliar a denúncia. Enquanto isso, o Sindicato Rural segue mobilizando entidades e não descarta recorrer à Justiça.

Apesar das críticas, Ribas reforçou que o sindicato é favorável à obra, desde que ela seja executada com planejamento adequado.

“O que a gente quer é clareza no processo e um projeto bem feito, que realmente atenda a população”, concluiu.

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Luísa de Andrade
Autoria
Luísa de Andrade
Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com experiência em produção de conteúdo jornalístico, apuração de pautas e cobertura de temas de interesse público. Atua na elaboração de reportagens multimídia, produção de textos informativos e cobertura de eventos, com foco em jornalismo local.
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