Colega diz que Paulo “sumiu do carro” no Costa Rica e apareceu morto
Relato de colega que esteve com Paulo desde a confraternização até o bar levanta dúvidas sobre o desaparecimento e a morte do homem encontrado junto à linha férrea.

Novos detalhes surgem sobre o caso que chocou moradores da região de Ponta Grossa: o corpo de Paulo Roberto do Carmo, de 48 anos, foi encontrado no sábado (13), ao lado da linha do trem, em uma área rural próxima ao bairro Costa Rica. O que poderia parecer um simples atropelamento ferroviário agora levanta sérias dúvidas e levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte.
A equipe do Boca no Trombone teve acesso a informações exclusivas que ajudam a traçar os últimos passos de Paulo antes de desaparecer. Segundo um colega de trabalho, que esteve com ele durante toda a noite anterior, tudo começou na quinta-feira (11), quando Paulo participou de uma confraternização da empresa.
Por volta das 21h30, Paulo e esse colega saíram juntos do evento, mas retornaram pouco depois para buscar uma “caixinha de cerveja”. Em seguida, um terceiro funcionário entrou no carro de Paulo, e os três seguiram em direção à região da Lagoa Dourada, onde esse terceiro homem foi deixado em casa.
Após isso, Paulo e o mesmo colega seguiram juntos até um bar localizado no bairro Costa Rica. Como Paulo já havia ingerido bebida alcoólica, o colega teria assumido o volante do Chevrolet Classic LS, de cor prata e placas OFP-4D35. Os dois permaneceram no bar até por volta das 5h da manhã de sexta-feira (12).
Na saída, segundo o relato do colega, Paulo pediu um uniforme emprestado. Eles foram até a residência do homem, localizada na Rua Januária Anderzon de Ramos, ainda no Costa Rica. Paulo ficou esperando no carro, com a chave na ignição, enquanto o colega entrou para buscar a roupa. Ao retornar, Paulo havia desaparecido. O carro ainda estava no local e destrancado.
O homem contou que chegou a dar voltas pela região tentando encontrar Paulo, mas sem sucesso. Retornou à casa, estacionou o veículo novamente com a chave na ignição e entrou. Pouco tempo depois, ao sair para verificar, percebeu que o carro também havia sumido.
A situação ganhou ainda mais complexidade quando a empresa informou à família que esse mesmo colega — que estava com Paulo do início ao fim — não compareceu ao trabalho na sexta-feira, após o desaparecimento.
Até o momento, o carro de Paulo, sua carteira e seu celular seguem desaparecidos. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e apurando os fatos. O que começou como uma suspeita de atropelamento por trem, agora pode tomar rumos bem diferentes.
A família pede por respostas e aguarda o desfecho de uma investigação que, a cada nova informação, aumenta o mistério em torno da morte de Paulo Roberto do Carmo.
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