CCJ aprova redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais com PEC 148/2015
Comissão de Constituição e Justiça aprova PEC 148/2015, que reduz jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais no Brasil. Entenda os detalhes

Na última sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi aprovada a proposta de emenda à Constituição que visa reduzir a jornada de trabalho no Brasil de 44 para 36 horas semanais. A PEC 148/2015, apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), tramita no Senado Federal desde 2015 e agora está mais próxima de ser debatida no plenário.
Implementação gradual ao longo de 5 anos
O relator da PEC na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou que a implementação da redução da carga horária será feita de maneira gradual, ao longo de cinco anos, para garantir que a medida seja adaptada de forma eficiente no mercado de trabalho brasileiro.
Críticas à inclusão de última hora na pauta
Apesar do apoio à proposta, o senador Izalci Lucas (PL-DF) fez críticas ao processo e alegou que a PEC foi incluída na pauta da CCJ de última hora. Ele também alertou sobre os impactos financeiros para micro e pequenas empresas, que poderiam enfrentar dificuldades devido ao custo adicional da medida, como a necessidade de contratar mais funcionários para suprir a redução das horas trabalhadas.
O impacto da PEC para o Brasil
A redução da jornada de trabalho tem sido uma pauta debatida por anos no Brasil e visa proporcionar aos trabalhadores mais tempo para qualidade de vida e bem-estar, além de potencialmente contribuir para a redução da jornada de trabalho sem perda de salário. No entanto, empresas, especialmente microempresas e pequenas empresas, expressam preocupações com o aumento de custos operacionais, especialmente no que se refere à necessidade de contratar mais empregados para cobrir as horas reduzidas de trabalho.
O que acontece agora?
Com a aprovação na CCJ, a PEC 148/2015 segue para debate no plenário do Senado e, caso seja aprovada, passará a tramitar na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a medida gere grandes discussões sobre os impactos econômicos, os direitos dos trabalhadores e o futuro da legislação trabalhista no país.
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