Candidatas à reitoria da UEPG destacam protagonismo feminino e combate à violência institucional
Eleição reitoria UEPG ganha destaque com candidatas defendendo protagonismo feminino e combate à violência institucional em Ponta Grossa.

A eleição reitoria UEPG em Ponta Grossa ganha destaque não apenas pela disputa eleitoral, mas pelo simbolismo histórico da presença feminina na corrida pela gestão da universidade. As professoras Marilise Oliveira e Jeanette Nunes, da Chapa 1 – “UEPG Sem Medo”, colocam o protagonismo das mulheres no centro do debate institucional.
A possibilidade concreta de uma mulher assumir a reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa ganha força em um cenário historicamente ocupado por homens — foram 15 reitores ao longo dos anos. Para as candidatas, esse marco vai além da representatividade: trata-se de transformar a forma como a universidade é conduzida.
Segundo elas, a presença feminina na disputa reflete uma demanda real da comunidade acadêmica, já que as mulheres são maioria entre estudantes e têm forte participação no corpo docente. Ainda assim, essa presença não se traduz proporcionalmente nos espaços de decisão.
Combate à violência institucional ganha espaço
Outro ponto central da campanha é o enfrentamento à violência institucional. As candidatas chamam atenção para casos de misoginia e assédio dentro da universidade, muitos dos quais não chegam ao conhecimento público.
A proposta inclui a criação de políticas mais rígidas de combate ao assédio moral e sexual, além do fortalecimento de canais de denúncia e acolhimento. A ideia é garantir segurança para que vítimas possam se manifestar sem medo de retaliação.
Ambiente universitário mais seguro e participativo
O slogan “UEPG Sem Medo” reflete a intenção de promover um ambiente mais seguro e aberto ao diálogo. Segundo as professoras, ainda existe um sentimento de insegurança entre estudantes e servidores, o que limita a participação ativa na vida universitária.
Nesse sentido, a chapa também propõe uma gestão mais democrática, com descentralização das decisões, maior representatividade nos conselhos e revisão de normas internas consideradas pouco inclusivas.
Representatividade como motor de mudança
Para as candidatas, o protagonismo feminino está diretamente ligado à construção de uma universidade mais plural e justa. A valorização das mulheres em posições de liderança é vista como essencial para promover equidade no ambiente acadêmico.
A eleição reitoria UEPG, portanto, ultrapassa o caráter administrativo e se consolida como um momento decisivo para discutir o futuro da instituição, com foco em inclusão, transparência e participação.
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