Caixa suspeita que mobilizou o BOPE em Ponta Grossa era apenas “surpresa de aniversário”
Pacote deixado sem identificação gerou temor de bomba, mas continha apenas livros e carta pessoal. Remetente foi ex-colega da destinatária.

O que parecia ser uma possível ameaça com artefato explosivo no centro de Ponta Grossa acabou sendo, na verdade, um gesto inusitado: uma surpresa de aniversário. A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta semana a investigação sobre a caixa deixada no dia 12 de novembro de 2025, que motivou o isolamento da área e o acionamento do BOPE – Esquadrão Antibombas.
Suspeita de bomba mobilizou equipes
A caixa, deixada sem qualquer identificação na recepção de um estabelecimento comercial, causou estranhamento. O funcionário que encontrou o objeto acionou imediatamente a polícia, seguindo protocolos de segurança. A área foi isolada e, após inspeção técnica, foi constatado que o conteúdo era inofensivo: dois livros, uma carta e textos impressos, armazenados em uma pasta plástica.
Delegado conclui que não houve crime
De acordo com o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, todas as partes envolvidas foram ouvidas. A destinatária, uma jovem de 24 anos que trabalha no local, afirmou desconhecer o envio. Já o remetente foi identificado como um ex-colega de estudos, da mesma idade, com quem ela não tinha contato há cerca de quatro anos.
Segundo ele, a caixa foi entregue pessoalmente como uma surpresa de aniversário, aproveitando que a data coincidia com o dia do ocorrido. O material, de teor pessoal, foi devolvido à destinatária sem divulgação de seu conteúdo.
“Não houve qualquer intenção criminosa por parte do remetente, tampouco erro por parte das pessoas que acionaram a polícia, já que o pacote estava completamente sem identificação”, destacou o delegado Fernando Vieira.
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Hipótese de disputa por herança foi descartada
Durante a apuração, chegou a ser considerada, de forma preliminar, a possibilidade de envolvimento com questões familiares ou de inventário, mas essa linha de investigação foi completamente descartada.
A Polícia Civil do Paraná reiterou seu compromisso com apurações sérias e técnicas, reafirmando que a pronta resposta diante de qualquer suspeita é essencial para garantir a segurança da população.
Confira o vídeo do delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira detalhando o caso:























