Bola Rolando: Operário caiu para oitavo, mas não há terra arrasada
Operário no G6 segue como objetivo possível. Com 48 pontos, Fantasma entra nas últimas oito rodadas ainda vivo na disputa pelo acesso.

O empate por 2 a 2 com o Ceará deixou um gosto amargo no torcedor, principalmente porque o Operário Ferroviário abriu dois gols de vantagem no segundo tempo e teve a vitória nas mãos. Mas quem olha apenas para a queda da quinta para a oitava colocação pode acabar enxergando uma situação muito pior do que ela realmente é.
Não há terra arrasada.
O Operário segue vivo. Muito vivo.
Com 48 pontos, o Fantasma está no mesmo bloco das equipes que disputam diretamente as últimas vagas do G6 da Série B. A diferença entre os concorrentes é pequena e, faltando oito rodadas, qualquer sequência de duas vitórias pode transformar completamente a classificação.
O empate não pode esconder a campanha
É evidente que perder uma vantagem de 2 a 0 dentro do Germano Krüger incomoda. O Ceará cresceu no fim da partida, buscou o empate e chegou a ameaçar uma virada.
Também é verdade que o Operário precisa corrigir seu sistema defensivo. O time está fazendo gols, mas também sofrendo demais. Em uma reta final tão equilibrada, saldo de gols e número de gols marcados podem acabar entrando diretamente na definição das posições.
A boa notícia é que o técnico Luizinho Lopes deverá voltar a contar com peças importantes da defesa, justamente no momento em que o campeonato entra em sua fase mais decisiva.
A matemática ainda favorece uma campanha competitiva
O Operário tem 48 pontos e ainda possui 24 pontos em disputa.
Mantendo aproximadamente o aproveitamento apresentado durante a competição, o Fantasma teria condições de acrescentar cerca de 12 pontos nesta reta final e chegar aos 60.
E aqui está uma das grandes questões desta Série B: quantos pontos serão necessários para terminar entre os seis primeiros?
Existe uma projeção de aproximadamente 62 pontos, mas acredito que essa linha possa ficar abaixo disso. A razão é simples: o equilíbrio.
Os clubes da parte de cima não apresentam aproveitamentos tão diferentes entre si. Não existe uma equipe atropelando o campeonato enquanto os demais ficam para trás.
Isso mantém o Operário dentro da disputa.
Quatro clubes por duas vagas
O desenho da reta final começa a ficar mais claro.
Vila Nova, Fortaleza, Novorizontino e Juventude aparecem em uma situação mais confortável na parte de cima.
Logo atrás surge justamente o grupo que interessa diretamente ao torcedor do Operário: Criciúma, Atlético-GO, CRB e o próprio Fantasma.
Na minha leitura, são quatro clubes brigando especialmente por duas vagas.
E isso muda bastante a perspectiva.
O Operário não precisa fazer uma campanha extraordinária e começar a vencer absolutamente todos os jogos. Precisa ser mais eficiente do que dois ou três adversários diretos durante as últimas oito rodadas.
É difícil?
Claro que é.
Mas não é difícil apenas para o Operário.
Não existe motivo para desespero
O campeonato chegou naquele momento em que cada rodada provoca mudanças enormes na tabela. Uma vitória pode significar três ou quatro posições. Um empate pode derrubar uma equipe várias colocações.
Foi exatamente isso que aconteceu com o Operário.
Saiu de quinto para oitavo, mas continuou completamente inserido no mesmo grupo que luta pelo G6.
Por isso, talvez o maior erro agora seja transformar um empate frustrante em uma crise que não existe.
Há problemas para corrigir, principalmente defensivamente. Há pontos que não podem mais escapar dentro de casa. E será necessário pontuar fora.
Mas também existe uma campanha consistente de 48 pontos, um campeonato extremamente equilibrado e oito rodadas pela frente.
O Operário perdeu posições.
Não perdeu o campeonato.
E a disputa pelo G6 continua absolutamente aberta.
























