Assembleia de servidores em Ponta Grossa pode definir estado de greve após falta de diálogo, diz sindicato
A assembleia de servidores em Ponta Grossa, convocada para esta quarta-feira (15), deve ser decisiva para os próximos passos da categoria.

A assembleia de servidores em Ponta Grossa, convocada para esta quarta-feira (15), às 18h15, deve ser decisiva para os próximos passos da categoria. A mobilização foi intensificada após a publicação do Decreto nº 26.485/2026, que definiu o reajuste do vale-alimentação sem, de acordo com o sindicato, abertura de diálogo prévio com a categoria. A assembleia, portanto, surge como uma resposta direta dos trabalhadores à medida adotada pelo Executivo municipal.
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Em entrevista ao BnT News, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ), Luiz Eduardo Pleis, afirmou que há possibilidade real de aprovação de um estado de greve. Segundo ele, a decisão será tomada de forma coletiva pelos trabalhadores, após um período que, na avaliação da entidade, foi marcado pela ausência de diálogo com o governo municipal.
NEGOCIAÇÃO NÃO AVANÇOU, AFIRMA SINDICATO
Durante a entrevista, Pleis destacou que o sindicato formalizou ainda em fevereiro um pedido para iniciar as negociações da campanha salarial, incluindo reajuste da data-base e do vale-alimentação. No entanto, segundo ele, não houve retorno efetivo nem abertura de reuniões por parte da Prefeitura.
O presidente afirmou que uma comissão de trabalhadores chegou a ser formada para participar das tratativas, mas não foi recebida pela administração municipal. Para o sindicato, isso representa um esgotamento de uma negociação que sequer chegou a começar.
Ele também ressaltou que a publicação do decreto com o reajuste ocorreu sem qualquer comunicação prévia, o que gerou surpresa entre os servidores.
O presidente do sindicato também detalhou a diferença entre o reajuste concedido e o que era esperado pela categoria. Segundo ele, o decreto publicado pela Prefeitura estabeleceu aumento de 4%, enquanto o sindicato havia proposto reajuste de até 50% no vale-alimentação e de 15% na data-base salarial.
O presidente explicou que os percentuais não foram definidos de forma aleatória, mas com base nas perdas acumuladas desde 2022, considerando a inflação e a redução do poder de compra dos servidores. Ele destacou ainda que, desde a criação do vale-alimentação, os reajustes aplicados vinham sendo mais expressivos, o que também influenciou na expectativa da categoria para este ano.
CATEGORIA PODE AVANÇAR PARA GREVE
De acordo com Pleis, a assembleia deve discutir inicialmente a aprovação de um estado de greve, que é um indicativo legal antes de uma paralisação total. A medida é vista como um alerta diante da falta de avanço nas negociações.
O presidente explicou que há pressão de parte da categoria por uma greve imediata, mas destacou que o sindicato precisa seguir os trâmites legais antes de qualquer paralisação geral.
A expectativa é que, caso não haja abertura de diálogo após essa etapa, um indicativo de greve possa ser votado nas próximas semanas, ampliando a mobilização.
IMPACTO NOS SERVIÇOS E PEDIDO DE APOIO
Ainda durante a entrevista, Pleis alertou para possíveis impactos nos serviços públicos caso a situação avance para uma paralisação. Segundo ele, áreas como saúde e educação podem ser diretamente afetadas.
O presidente também fez um apelo à população para que compreenda a mobilização dos servidores. Ele afirmou que a reivindicação da categoria busca recomposição salarial e melhores condições de trabalho, e não benefícios além do necessário.
Além da questão salarial, o sindicato também pretende levar para debate na assembleia problemas relacionados às condições de trabalho enfrentadas pelos servidores em diferentes setores do município.
Confira a entrevista na íntegra:
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