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Após 13 anos, FAB apresenta caça fabricado no Brasil

Além da produção, o projeto contribuiu para a formação de novos engenheiros, técnicos e pilotos brasileiros

Após 13 anos, FAB apresenta caça fabricado no Brasil
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Em 2013, após anos de debates e disputas internacionais, o Governo do Brasil anunciou a compra de 36 caças supersônicos para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB). A vencedora da licitação foi a sueca Saab, fabricante do modelo Gripen F-39E, que se destacou por aceitar a transferência de tecnologia ao Brasil, permitindo produção local e desenvolvimento de novas aeronaves nacionais.

Na próxima quarta-feira, 25 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do lançamento oficial do F-39E totalmente fabricado no Brasil, em evento marcado para o Aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O marco simboliza a consolidação de um projeto iniciado há mais de uma década, que envolveu a FAB, a Embraer e engenheiros brasileiros em parceria com especialistas suecos.

Disputa internacional

A escolha pelo Gripen não foi simples. A Saab enfrentou concorrência da norte-americana Boeing, que oferecia o F-18 Super Hornet, e da francesa Dassault, com o Rafale. O ponto decisivo foi a cláusula de transferência de tecnologia: enquanto a Boeing não garantia de forma clara e a Dassault se recusava a ceder o código-fonte dos caças Rafale, a Saab aceitou abrir o projeto, permitindo participação ativa da indústria brasileira.

Participação nacional

Desde o início, engenheiros e técnicos brasileiros contribuíram para o desenvolvimento do Gripen. Componentes como fuselagem dianteira e traseira, cone de cauda, sistema de frenagem e instrumentos da cabine foram produzidos no Brasil. Parte das 36 unidades adquiridas já saiu de fábricas nacionais, consolidando a transferência prática de conhecimento.

Segundo o economista Marcos José Barbieri Ferreira, da Unicamp, o fato de o Gripen ainda estar em desenvolvimento foi crucial: “Com isso, os engenheiros da FAB e de companhias brasileiras puderam participar do projeto e da construção do avião com os suecos, tornando a transferência de tecnologia mais efetiva”.

Formação e futuro

Além da produção, o projeto contribuiu para a formação de novos engenheiros, técnicos e pilotos brasileiros. Não se trata de um pacote pronto, mas de um processo de construção conjunta de conhecimento.

Apesar de críticas iniciais e suspeitas levantadas na imprensa, o programa consolidou-se como um dos maiores avanços da indústria aeroespacial nacional, abrindo caminho para futuras aeronaves desenvolvidas integralmente no Brasil. (As iLnformações são da AgêciaGov)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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