Aline Sleutjes ganha apoio do agro e pode entrar no governo Moro no Paraná
Entidades do agro articulam apoio ao nome de Aline Sleutjes para a Secretaria da Agricultura do Paraná no futuro governo Sérgio Moro.

O nome da ex-deputada federal Aline Sleutjes (PL) passou a circular entre representantes do agronegócio paranaense como uma das possibilidades para o comando da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento no futuro governo de Sérgio Moro. Aline confirmou que sindicatos rurais, cooperativas, sociedades rurais, agroindústrias e outras entidades ligadas ao setor vêm se mobilizando em apoio à indicação.
Segundo Aline, representantes do agro chegaram a elaborar uma carta de recomendação destacando sua trajetória política e técnica relacionada ao setor.
“Esta questão das entidades estarem pedindo pelo meu nome para ser secretária de Estado da Agricultura é muito honrosa. Estou muito grata pela lembrança, pelo apoio e principalmente por saber que todas essas entidades sentem no meu nome segurança para que possamos realizar um trabalho de políticas públicas sérias para a agropecuária paranaense”, afirmou.
A ex-parlamentar ressalta, entretanto, que não recebeu convite oficial de Sérgio Moro para integrar o governo.
Carta destaca atuação de Aline no agro
De acordo com Aline, o documento preparado pelas entidades reúne pontos de sua trajetória durante o período em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados.
Entre os argumentos apresentados estão a passagem pela presidência da Comissão de Agricultura, sua atuação na articulação de projetos relacionados ao setor e a participação em missões internacionais para abertura de mercados aos produtos brasileiros.
“Eles fizeram uma carta de recomendação. Colocaram meu currículo enquanto presidente da Comissão da Agricultura, meu conhecimento como vice-líder do governo, articulando as pautas do agro, além da atuação como autora e relatora de pautas importantes”, explicou.
Aline também citou as viagens realizadas ao lado da então ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com foco na ampliação de mercados para produtos brasileiros.
Aline diz que não negociou cargo no governo
Apesar da movimentação, Aline faz questão de afirmar que sua participação na campanha eleitoral nunca esteve condicionada a uma vaga no futuro governo estadual.
Segundo ela, não houve negociação prévia para assumir qualquer cargo caso não conseguisse retornar à Câmara dos Deputados.
“Em nenhum momento, quando fui convidada a sair como candidata federal novamente, fiz qualquer negociação no sentido de que, se eu não fosse eleita, o governador teria que me colocar no governo. Não concordo com esse tipo de conduta”, afirmou.
Para a ex-deputada, a formação da equipe deve ser uma decisão do governador eleito, levando em conta critérios técnicos e políticos.
“O governador Moro tem independência para montar um time de pessoas em quem acredita e confia, partindo do mérito, da meritocracia e principalmente da questão técnica”, declarou.
Filipe Barros apoia nome, segundo Aline
Aline também revelou que conversou nesta semana com o senador eleito Filipe Barros (PL) sobre as articulações para o futuro governo.
Segundo ela, Barros afirmou que seu nome está entre os cotados e manifestou apoio a uma eventual indicação para a Secretaria da Agricultura.
“Na reunião que tive com o Filipe Barros na terça-feira, ele me disse que o meu nome está muito cotado e que tem o apoio dele. Acredito que também tenha o apoio do Deltan em relação a isso”, contou.
Aline reforçou, porém, que ainda não conversou diretamente com Sérgio Moro a respeito da possibilidade.
“Com o governador Moro eu não falei sobre esse assunto. Acho que ele precisa ter tranquilidade para avaliar os nomes que estão chegando até ele”, afirmou.
Caso o convite seja realizado, ela sinaliza que está disposta a aceitar.
“Se ele me ligar e me convidar para assumir essa grande responsabilidade, certamente a gente vai fazer um trabalho que vai ficar na história”, declarou.
Eleição ficou abaixo da expectativa
Ao comentar o resultado das urnas, Aline também reconheceu que sua candidatura à Câmara dos Deputados ficou abaixo das projeções feitas pela campanha.
A meta, segundo ela, era alcançar pelo menos 80 mil votos, com uma estratégia envolvendo aproximadamente 180 municípios do Paraná.
Em Ponta Grossa, por exemplo, a expectativa era receber pelo menos 20 mil votos, mas a candidata terminou com cerca de 5,5 mil.
Aline afirma que ficou a 978 votos de uma posição melhor na lista de suplência, resultado que poderia ampliar suas possibilidades de retorno à Câmara.
Apesar da frustração eleitoral, ela considera que a mobilização em torno de seu nome para a Secretaria da Agricultura demonstra que sua atuação política permanece reconhecida no Paraná.
“O ponto positivo é que o meu nome ainda está vivo. Mesmo depois de quatro anos do meu mandato, em todas as regiões onde trabalhei, os resultados e o legado deixado ainda estão muito vivos”, concluiu.
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