ACIPG recebe Dom Bruno e debate tombamento de igrejas em Ponta Grossa
Tombamento de igrejas em Ponta Grossa foi tema de reunião da ACIPG com Dom Bruno, que também tratou da antiga Catedral e de projetos urbanos.

O tombamento de igrejas em Ponta Grossa foi o principal assunto de uma reunião realizada na tarde de segunda-feira (27) entre representantes da Associação Comercial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e o bispo diocesano Dom Bruno Elizeu Versari. O encontro também abordou a possibilidade de construção de uma réplica da antiga Catedral e projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento da cidade.
A reunião ocorreu na sede da ACIPG e contou com a participação do presidente da entidade, Leonardo Puppi Bernardi, e do diretor de Políticas Públicas, Edilson Gorte. Conforme divulgado pela associação, Dom Bruno procurou a entidade para apresentar a posição da Diocese sobre os processos de preservação de templos religiosos que tramitam no Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (COMPAC).
Segundo Leonardo Puppi Bernardi, uma sessão relacionada ao tema está prevista para o dia 29 de agosto. Durante a conversa, o bispo manifestou preocupação com os impactos que um eventual tombamento pode provocar sobre a administração, a manutenção e futuras intervenções nas construções religiosas.
ACIPG manifesta apoio à Diocese
O presidente da ACIPG afirmou que a entidade defende a autonomia da Igreja na gestão de suas edificações, símbolos e características arquitetônicas.
“A governança da Igreja com relação a símbolos e arquitetura sacra é inquestionável”, declarou Leonardo Puppi Bernardi.
A manifestação ocorre em meio às discussões sobre o tombamento de igrejas em Ponta Grossa. O processo de tombamento é um instrumento de proteção do patrimônio histórico e cultural, mas pode estabelecer regras específicas para reformas, demolições, ampliações e alterações nas características arquitetônicas dos imóveis.
Durante o encontro, também foi discutida a possibilidade de construção de uma réplica em escala real da antiga Catedral de Ponta Grossa. A proposta seria executada em outro local, dentro de um novo loteamento previsto para a cidade.
Segundo as informações apresentadas na reunião, o projeto buscaria reproduzir o padrão arquitetônico original da antiga Catedral com base em fotografias e registros históricos. A nova construção, entretanto, também receberia adaptações e estruturas modernas.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local, o responsável pelo empreendimento, o orçamento necessário ou um eventual cronograma para a execução da réplica.
Projetos estruturantes entram na pauta
Além das questões religiosas e patrimoniais, os participantes conversaram sobre projetos de infraestrutura que podem influenciar o desenvolvimento de Ponta Grossa nos próximos anos.
Entre os temas estiveram o novo contorno rodoviário e os impasses relacionados ao traçado proposto, além dos projetos e perspectivas para o Aeroporto Municipal Comandante Antonio Amilton Beraldo, conhecido como Aeroporto Sant’Ana.
A reunião também abordou a campanha “Santo de Casa Faz Milagre”, desenvolvida pela ACIPG para estimular o engajamento cívico e a participação eleitoral da população dos Campos Gerais.
Edilson Gorte destacou que Dom Bruno demonstrou interesse em colaborar com discussões comunitárias, a partir da experiência adquirida em Maringá. Antes de assumir a Diocese de Ponta Grossa, o bispo participou de atividades relacionadas ao Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o CODEM.
“Nossa conversa com Dom Bruno foi muito importante. Ele se mostrou uma pessoa muito participativa na preocupação com a comunidade. Veio de Maringá, onde participava ativamente do CODEM, interagindo diretamente com os empresários e com toda a comunidade em decisões importantes para o desenvolvimento da cidade”, afirmou Gorte.
Campanha busca incentivar participação eleitoral
De acordo com o diretor da ACIPG, o bispo compreendeu a preocupação da entidade com a representatividade política de Ponta Grossa e dos Campos Gerais.
A campanha busca conscientizar a população sobre os efeitos da abstenção e dos votos brancos e nulos. A iniciativa, segundo a associação, não pretende apoiar candidatos ou partidos, mas incentivar o eleitor a participar do processo democrático.
“Ele entendeu nossa preocupação com a fraca representatividade política que temos em nossa cidade e região e está junto na campanha, principalmente para mostrar que voto em branco, voto nulo e abstenção é jogar o voto no lixo, deixar que outra pessoa decida quem estará nos representando”, declarou Gorte.
O diretor ressaltou ainda que o envolvimento da Diocese pode ampliar o alcance da iniciativa por meio das paróquias, pastorais e movimentos religiosos. “A participação da Diocese, especialmente quando liderada pelo bispo, é muito importante para nossa campanha ‘Santo de Casa Faz Milagre’. Nossa campanha tem caráter comunitário, cultural, social e de valorização da cidade e região, e não político-partidário”, completou.
Segundo a ACIPG, a participação de Dom Bruno também pode fortalecer valores como pertencimento, união, solidariedade, esperança e compromisso com o desenvolvimento regional.
























