Desavença na Câmara de Ponta Grossa termina na delegacia com versões divergentes entre ex-vereador e assessora
Desavença na Câmara de Ponta Grossa termina na delegacia após discussão entre ex-vereador e assessora. Boletim de ocorrência traz versões diferentes do caso.

Uma desavença na Câmara de Ponta Grossa terminou na delegacia na tarde desta quarta-feira (11), após um episódio envolvendo um ex-vereador e uma assessora do Legislativo municipal. O caso foi registrado na 13ª Subdivisão Policial (SDP) e agora será investigado pela Polícia Civil.
O Portal BnT acompanhou a chegada dos envolvidos à delegacia e conversou com um dos protagonistas do episódio. O ex-vereador afirmou que estava nas dependências da Câmara Municipal participando de gravações relacionadas a um programa de notícias transmitido por uma rádio local.
Versão apresentada pelo ex-vereador
De acordo com o relato inicial apresentado por ele, a discussão teria começado enquanto realizava filmagens dentro do prédio do Legislativo. Durante o desentendimento com a assessora, segundo sua versão, houve um incidente envolvendo seu telefone celular.
O ex-vereador afirmou que, durante o embate verbal, a servidora teria derrubado o aparelho no chão, causando danos ao equipamento. Na narrativa apresentada inicialmente à Polícia Militar e também à reportagem, o foco principal da ocorrência seria o prejuízo ao seu patrimônio.
O que consta no boletim de ocorrência
No entanto, ao buscar mais informações sobre o caso, o Portal BnT teve acesso ao conteúdo registrado no Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, que apresenta uma versão mais detalhada e diferente do episódio.
Segundo o relato da assessora, o ex-vereador teria abordado a servidora de forma agressiva por volta das 14h dentro das dependências da Câmara Municipal. No registro policial, ela afirma que o homem teria proferido ofensas generalizadas no ambiente de trabalho, chamando pessoas presentes de “vagabundos” e afirmando que “acabaria com a vida de todos ali dentro”.
Ainda conforme o boletim, a servidora relatou que passou a ser filmada pelo ex-vereador sem autorização. Ao questionar a gravação e pedir que ela fosse interrompida, ele teria feito uma ameaça direta.
De acordo com o documento policial, a assessora afirma que ouviu a seguinte frase:
“Eu vou acabar com sua vida, me aguarde, isso aqui é só o começo”.
A servidora também relatou à Polícia Civil que o ex-vereador estaria utilizando redes sociais para divulgar vídeos que, segundo ela, teriam caráter difamatório e atingiriam sua imagem como servidora pública.
Investigação
Diante das versões apresentadas por ambos os lados e do interesse das partes em formalizar representação criminal, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.
A autoridade policial determinou a instauração de um inquérito para apurar os fatos, reunir provas e ouvir testemunhas. Após o registro da ocorrência e os procedimentos iniciais, os envolvidos foram liberados.
Ver essa foto no Instagram
Leia também: Câmara aprova novo mecanismo para conscientização sobre a violência contra mulher























