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Voz recuperada por IA após 25 anos de doença degenerativa

Sarah Ezekiel, diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica, perdeu a voz aos 34 anos. Após 25 anos, uma ferramenta de IA recriou sua voz a partir de 8 segundos de áudio de uma fita VHS, permitindo que ela se comunicasse com emoção novamente.

Voz recuperada por IA após 25 anos de doença degenerativa
Crédito: G1
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Sarah Ezekiel, uma mulher britânica, recuperou sua voz original após 25 anos sem falar devido a uma doença degenerativa, graças a uma ferramenta de inteligência artificial que utilizou apenas oito segundos de áudio de uma fita VHS. O feito, descrito por ela como “uma espécie de milagre”, ocorreu em Londres e marca um avanço significativo no uso de tecnologia para melhorar a qualidade de vida de pessoas com condições incapacitantes.

Resumo em tópicos

  • Sarah disse “Eu soava muito chique, e as pessoas não sabiam que eu era, na verdade, uma cockney — como é conhecido o sotaque da classe trabalhadora de Londres — com uma leve língua presa”
  • Sarah Ezekiel disse “Quando ouvi novamente pela primeira vez, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre”
  • Sarah Ezekiel disse à BBC “Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz”
  • O início da doença do neurônio motor (DNM) deixou Sarah sem voz e sem o uso das mãos aos 34 anos
  • Sarah ficou sem voz e sem o uso das mãos poucos meses depois de se tornar mãe pela segunda vez

O impacto da doença na comunicação

Sarah Ezekiel foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica (ELA), que é a forma mais comum das doenças do neurônio motor. O início da doença do neurônio motor (DNM) deixou Sarah sem voz e sem o uso das mãos aos 34 anos. Isso aconteceu poucos meses depois de ela se tornar mãe pela segunda vez, impactando profundamente sua capacidade de interagir com sua família.

Ela perdeu a voz em 2000, uma época anterior à popularização dos smartphones e das redes sociais, que hoje registram momentos cotidianos com facilidade. Sarah havia dito à BBC: “Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz”, destacando o longo período de silêncio forçado.

A vida com voz sintética e tecnologia assistiva

Por mais de duas décadas, Sarah dependeu de uma voz robótica e sem emoção para se comunicar, usando uma máquina que seus filhos, Aviva e Eric, sempre associaram à mãe. Ela fala usando uma tecnologia de rastreamento ocular, que conta com uma câmera para acompanhar o movimento dos olhos enquanto seleciona letras em uma tela à sua frente, permitindo-lhe formar palavras e frases.

Sarah brinca que, às vezes, sente falta da antiga voz sintética, mas reflete sobre como ela soava: “Eu soava muito chique, e as pessoas não sabiam que eu era, na verdade, uma cockney — como é conhecido o sotaque da classe trabalhadora de Londres — com uma leve língua presa”. Essa ironia sublinha a desconexão entre sua identidade real e a voz artificial que a representava.

O processo de recuperação da voz original

Vinte e cinco anos depois da perda da voz, uma ferramenta de inteligência artificial (IA) recriou a voz real de Sarah. A voz foi recriada a partir de apenas oito segundos de áudio gravados em uma fita VHS antiga, que foi encontrada em seus arquivos familiares.

Eles encontraram uma fita VHS antiga de Aviva ainda bebê, gravada com uma filmadora caseira nos anos 1990. A imagem era instável e o som, distorcido, com as vozes abafadas por uma TV ligada, mas foi possível identificar cerca de oito segundos da voz de Sarah nesse material.

Ao ouvir novamente sua voz pela primeira vez, Sarah disse: “Quando ouvi novamente pela primeira vez, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre”. Essa reação emocional ressalta o significado profundo de recuperar uma parte essencial de sua identidade após tanto tempo.

Contexto e implicações da tecnologia

Sarah era uma londrina animada que trabalhava como assistente pessoal no setor editorial antes da doença, o que acrescenta camadas à sua história de resiliência. A utilização de IA para recriar vozes a partir de amostras mínimas de áudio representa uma inovação promissora para pessoas com doenças degenerativas, embora a fonte não detalhe os aspectos técnicos ou custos envolvidos.

Este caso ilustra como avanços tecnológicos podem devolver aspectos fundamentais da humanidade, como a voz, mesmo em situações onde registros são escassos ou de baixa qualidade. No contexto de saúde, tais desenvolvimentos oferecem esperança para melhorar a comunicação e a qualidade de vida.

Dúvidas Frequentes

O que é esclerose lateral amiotrófica (ELA)?

ELA é a forma mais comum das doenças do neurônio motor, uma condição degenerativa que afeta a capacidade de movimento e fala, progressivamente levando à incapacidade.

Como a tecnologia de rastreamento ocular funciona?

Ela utiliza uma câmera para monitorar os movimentos oculares, permitindo que usuários selecionem letras em uma tela e formem palavras, facilitando a comunicação para pessoas com limitações motoras.

É possível recuperar vozes de outros pacientes com métodos similares?

Sim, a inteligência artificial pode ser aplicada para recriar vozes a partir de gravações antigas, mas a eficácia depende da qualidade e quantidade do áudio disponível, conforme demonstrado no caso de Sarah.

Quais são os desafios emocionais de perder a voz?

A perda da voz pode levar a sentimentos de isolamento e frustração, mas tecnologias como a IA oferecem meios para reconectar indivíduos com sua identidade e entes queridos.

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