UPA Uvaranas supera média de atendimentos e equilibra demanda em Ponta Grossa
Números iniciais do Instituto gestor indicam que a unidade trouxe equilíbrio à alta demanda nas unidades Santana e Santa Paula.

A diretora das três Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Ponta Grossa, Clemência Moreira de Souza, realizou um balanço dos primeiros atendimentos da UPA Uvaranas ao Portal BnT nesta segunda-feira (16). Números iniciais indicam que a unidade trouxe maior equilíbrio à alta demanda registrada nas unidades Santana e Santa Paula.
Conforme dados repassados pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, responsável pela gestão das unidades, a UPA Uvaranas registrou 3.094 atendimentos entre o dia 4 de junho – início dos atendimentos – até o dia 15 do mesmo mês. O montante dá uma média diária de 238 pacientes, média superior à da UPA Santana no mesmo período, que registrou de 223.
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Clemência analisou os números e destacou que, embora seja cedo para tirar maiores conclusões sobre os impactos da nova unidade, os números já indicam um alívio para o pronto-atendimento de Ponta Grossa. “No primeiro dia, nós já atendemos 283 pacientes que procuraram o nosso serviço. Nós estamos em uma média de 238 atendimentos por dia. É além da capacidade que foi preconizada para esta UPA. Então, a gente pode entender que realmente era necessário mais uma UPA na cidade”, diz a diretora.
Recentemente, o Portal BnT publicou uma reportagem que revelou que as unidades Santana e Santa Paula estavam operando com mais de 60% acima da capacidade. Esse problema foi atribuído à baixa cobertura vacinal de Ponta Grossa e ao aumento do número de casos das síndromes gripais na cidade. A inauguração da UPA Uvaranas veio com a expectativa das autoridades de reduzir a alta demanda no pronto-atendimento.
Veja um gráfico que apresenta a distribuição destes atendimentos entre as três Unidades de Pronto Atendimento em Ponta Grossa.

Clemência também traçou um panorama sobre a gravidade dos atendimentos nas UPAs de Ponta Grossa. Em sua análise, a diretora destacou que muitas famílias recorrem ao atendimento 24h por fatores do cotidiano, como o expediente de trabalho. Mas orienta a população sobre quando procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e quando procurar as UPAs.
“Acredito que a população vai começar a entender também, para fidelizar, buscar mais a sua unidade de saúde, porque ela também tem todo o histórico de encaminhamento. Às vezes, as pessoas buscam a Upa por uma questão de cirurgia, mais questões eletivas. Este fluxo é na atenção primária, que tem todo o cadastro do paciente, todo o acompanhamento para fazer o encaminhamento para a atenção secundária”, destaca.
Conforme dados repassados pelo INDSH à reportagem, cerca de 70% dos atendimentos realizados nas Unidades de Pronto Atendimento são de casos não urgentes.
Confira a entrevista completa abaixo, com o repórter Vinicius Sampaio.























