Rafael Greca e o fator de risco da eleição no Paraná
O desempenho de Sandro Alex na pesquisa Quest ainda está longe de ser consolidado. Ele tem baixa rejeição, o que é um ativo bastante importante, mas também ainda é pouco conhecido pelo eleitorado paranaense. O que mostra que precisará se apresentar de forma mais consistente como candidato do grupo governista. O ponto que realmente altera […]

O desempenho de Sandro Alex na pesquisa Quest ainda está longe de ser consolidado. Ele tem baixa rejeição, o que é um ativo bastante importante, mas também ainda é pouco conhecido pelo eleitorado paranaense. O que mostra que precisará se apresentar de forma mais consistente como candidato do grupo governista. O ponto que realmente altera o cenário é Rafael Greca.
Mesmo sem apoio direto do Palácio Iguaçu, ele aparece competitivo, com o voto próprio e diálogo com o eleitor mais moderado, menos dependente de padrinhos políticos e mais ligado à sua trajetória pessoal. Há um dado ainda mais relevante. Quando o Greca sai do cenário, seus votos não migram automaticamente para o candidato do governo.
Eles se dispersam, principalmente entre Sérgio Moro e Henrique Filho, fortalecendo adversários que já têm densidade eleitoral. Hoje, Greca divide o campo governista lista e cria uma zona de instabilidade para o projeto de sucessão de Ratinho Júnior. Mas existe um cenário ainda mais delicado.
Se ele decidir se alinhar com Moro ou Requião, deixa de ser apenas um fator de risco e passa a atuar diretamente como reforço estratégico de um adversário competitivo. A composição de vice de Sandro Alex está aberta, completamente aberta. Não há definição, mas a pesquisa deixa claro que Greg se tornou um ativo político central nessa equação e uma ameaça real, principalmente para o grupo liderado por Ratinho.
Na prática, Sandro Alex continua sendo o nome ideal para o governador, justamente porque oferece tempo e espaço para a construção política até a eleição.
O desafio será provar que o peso do apadrinhamento político consegue superar candidaturas com arquétipos já consolidados, como Sérgio Moro que ainda preserva no Paraná a imagem de símbolo do antipetismo, do antiskedismo e do antiilunismo.
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