Professor envolvido em agressão dentro de colégio em PG apresenta sua versão
Servidor afirma ter sido agredido por aluno e agido para proteger os demais após ameaças e tumulto na Sala de Informática

O professor responsável pela biblioteca do Colégio Estadual José Gomes do Amaral, localizado no bairro Contorno, em Ponta Grossa, apresentou sua versão sobre o episódio de agressão ocorrido na escola, já noticiado anteriormente pelo BnT.
Segundo a defesa do professor, ele foi solicitado por uma professora para atender um problema técnico na Sala de Informática. Enquanto realizava o atendimento, alguns alunos começaram a se provocar, a rir alto e a proferir palavras de baixo calão. O servidor solicitou que parassem, uma vez que a professora estava um pouco afastada. Um dos alunos, no entanto, se negou a parar, passou a ofender o professor e desafiá-lo.
O professor então solicitou que o aluno saísse da sala. Segundo a defesa, o estudante respondeu com mais xingamentos. Ao tentar conduzi-lo a outro setor da escola, o servidor relata que recebeu intimidações, um soco e precisou afastar o aluno com a perna. A professora interveio e levou o estudante para o canto do laboratório.
Ainda conforme a defesa, o aluno continuou proferindo ameaças, inclusive de morte, além de tentar se desvencilhar da professora, empurrando-a e chutando no ar. O professor relata que, naquele momento, agiu para conter o aluno e conduzi-lo para fora, justificando a decisão com o argumento de que era preciso zelar pela segurança dos demais e proteger os equipamentos da sala. A defesa afirma que o aluno chegou a atirar uma cadeira contra o professor e as pessoas ao redor.
A defesa declarou ainda que compreende a atitude dos pais em proteger o filho, mas reforça que é dever de qualquer estudante respeitar colegas, funcionários e professores. Para o professor, essa formação de valores deve partir da família.
Em nota, o servidor afirma estar bastante abalado com o ocorrido e comentou que, na sua visão, o ambiente escolar se tornou cada vez mais difícil devido ao comportamento de alguns estudantes. Ele afirma ter recebido apoio de colegas da instituição.
“Talvez o lamentável ocorrido tenha sido a representação do ‘grito de socorro’ que muitos educadores estão dando há muito tempo, e não estão sendo ouvidos. Trabalhar em sala de aula nos dias de hoje, por conta de alguns estudantes totalmente sem limites, vai além de um desafio, passou a ser uma atividade totalmente insalubre”, concluiu.
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