Ponta Grossa registra queda nos preços de alimentos em julho, aponta Ipardes
Ipardes amplia pesquisa de preços e aponta queda de 0,69% nos alimentos em Ponta Grossa em julho, mas alta de 7,56% no acumulado de 12 meses.

O índice do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) de Preços Regionais – Alimentos e Bebidas (IPR) apontou que Ponta Grossa registrou queda de 0,69% no custo da alimentação no domicílio em julho de 2025. O levantamento publicado na terça-feira (12) indica que apesar da retração mensal, o município acumula alta de 2,37% no ano e 7,56% nos últimos 12 meses.
A redução foi influenciada principalmente pelo recuo de -11,89% no subgrupo tubérculos, raízes e legumes, com destaque para a batata-inglesa, que caiu -38,98%. Também apresentaram queda expressiva o preço dos ovos (-6,41%) e de cereais (-3,99%).
Na direção oposta, hortaliças e verduras tiveram alta de 3,81%, impulsionadas por aumentos na couve (+9,04%) e no alface, afetados por chuvas e geadas. Derivados de carne (+1,17%) e frutas (+2,01%) também ficaram mais caros no período.
Em comparação com outras cidades paranaenses pesquisadas, a queda em Ponta Grossa foi menor que em Foz do Iguaçu (-1,09%), Londrina (-0,92%) e Curitiba (-0,89%), mas mais acentuada que em Pato Branco (-0,34%) e Guarapuava (-0,20%).
No acumulado de 12 meses, Ponta Grossa teve elevação de 23,74% na carne bovina, 21,36% na carne suína e 17,63% no subgrupo bebidas e infusões, pressionado pelo café em pó, que subiu 78,53%. Entre as maiores quedas no período estão tubérculos, raízes e legumes (-24,48%), cereais (-23,56%), repolho (-31,98%) e batata-inglesa (-64,99%).
O levantamento mostra ainda que o preço do pepino disparou 77% em Ponta Grossa no acumulado anual, embora a alta tenha sido menor que a registrada em Umuarama (+113,78%) e Maringá (+105,11%).
O cálculo é realizado mensalmente pelo Ipardes com base em dados de notas fiscais eletrônicas emitidas no comércio varejista e reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos. O Paraná é o único estado do país a divulgar um índice regionalizado de preços de alimentos e bebidas.
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