Ponta Grossa registra caso de hantavirose e Sesa reforça monitoramento da doença no PR
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) mantém monitoramento contínuo dos casos de hantavirose no Estado e reforça que a doença segue controlada. Em 2026, um dos dois casos confirmados no Paraná foi registrado em Ponta Grossa, o que mantém a atenção das autoridades de saúde e da rede de atendimento no município […]

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) mantém monitoramento contínuo dos casos de hantavirose no Estado e reforça que a doença segue controlada. Em 2026, um dos dois casos confirmados no Paraná foi registrado em Ponta Grossa, o que mantém a atenção das autoridades de saúde e da rede de atendimento no município e na região dos Campos Gerais.
O alerta ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar, nesta semana, registros de casos e mortes pela doença em um navio de cruzeiro que fazia o trajeto entre a Argentina e Cabo Verde. Segundo a Sesa, a vigilância epidemiológica segue ativa e os profissionais de saúde estão preparados para identificar e atender possíveis casos suspeitos.
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A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. O contágio também pode acontecer pelo contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Quando evolui, a doença pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e, em casos mais graves, a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Nessas situações, o paciente pode desenvolver edema pulmonar não cardiogênico, insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.
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De acordo com o secretário estadual da Saúde, César Neves, o cenário no Paraná permanece sob controle. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, afirmou.
Casos registrados no Paraná
Os dados da Sesa apontam baixa incidência da doença no Estado. Em 2025, foi confirmado apenas um caso no município de Cruz Machado. Já em 2026, os dois casos confirmados ocorreram em Pérola d’Oeste e em Ponta Grossa.
Além disso, outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. Para os exames laboratoriais, a Sesa conta com apoio técnico do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e do Laboratório de Referência em Vírus Emergentes (ICC/Fiocruz).
Na fase inicial, os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Caso a doença avance para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O atendimento é baseado em medidas de suporte realizadas por equipes médicas. A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento imediatamente ao surgimento dos primeiros sintomas, já que o diagnóstico e tratamento precoces podem reduzir os riscos de agravamento.
Medidas de prevenção
A principal recomendação é evitar contato com roedores silvestres e locais que possam estar contaminados. Entre as medidas preventivas estão:
- manter terrenos roçados ao redor das residências;
- dar destino correto a entulhos;
- armazenar alimentos em recipientes fechados;
- utilizar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados;
- realizar limpeza úmida em galpões, silos e paióis, evitando levantar poeira contaminada.























