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Polícia desmantela quadrilha de criptomoedas que agia a partir de condominio de luxo em PG

Mais de 400 pessoas foram lesadas em um possível esquema de pirâmide financeira que pode ter causado prejuízo superior a R$ 50 milhões.

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Foto: PF.
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) a Operação Luxus, que investiga crimes financeiros, fraude e lavagem de capitais ligados a investimentos em criptomoedas. A ação teve como foco principal a cidade de Ponta Grossa, onde estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva e um de apreensão de veículo na capital Curitiba.

As investigações começaram após diversas denúncias de investidores que, ao longo dos últimos meses, relataram dificuldades para reaver os valores aplicados junto à empresa investigada. De acordo com os depoimentos, no início de 2025, o sócio da empresa teria alegado problemas operacionais com uma exchange de criptomoedas e, desde então, interrompeu o pagamento de rendimentos e a devolução de valores.

A apuração aponta que apenas uma pequena parte dos recursos captados era, de fato, aplicada no mercado de criptomoedas. O restante teria sido utilizado para sustentar um esquema de pirâmide financeira, o que gerou indícios claros de fraude e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, o patrimônio dos investigados teve crescimento acelerado a partir de 2024, com indícios de aquisição de carros de luxo, imóveis, viagens internacionais e outros bens de alto valor, o que deu nome à operação: “Luxus”. Estima-se que o prejuízo causado ultrapasse R$ 50 milhões, afetando diretamente mais de 400 pessoas em todo o país.

Além dos mandados em residências dos sócios, operadores financeiros e beneficiários do esquema, a PF também apreendeu documentos, dispositivos eletrônicos e bens de valor que devem contribuir para o avanço das investigações.

A Operação Luxus segue em andamento e novas diligências não estão descartadas. Os envolvidos podem responder por crime contra o sistema financeiro, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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Boca no Trombone
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