Polícia Civil investiga Ratinho por supostos casos de LGBTfobia exibidos em programa do SBT
Investigação contra Ratinho apura supostos casos de LGBTfobia exibidos no SBT. Polícia Civil analisa três ocorrências registradas nos últimos 60 dias.

A investigação contra Ratinho ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil de São Paulo abrir um inquérito para apurar supostos casos de LGBTfobia envolvendo o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, em seu programa exibido pelo SBT. A apuração considera três ocorrências registradas nos últimos 60 dias e tramita sob sigilo.
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o procedimento está sob responsabilidade do 7º Distrito Policial de Osasco. O inquérito foi instaurado na última semana e tem prazo inicial de 30 dias para conclusão, podendo ser prorrogado caso haja necessidade de aprofundamento das investigações.
Segundo informações publicadas pela coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a abertura da investigação contra Ratinho ocorreu em razão da suposta reincidência de episódios considerados pela polícia durante o período analisado. A SSP confirmou a existência da apuração, mas informou que detalhes do caso serão mantidos sob sigilo para preservar a autonomia dos trabalhos policiais.
O SBT não é alvo da investigação. Procurada para comentar o assunto, a emissora informou que não se manifestaria sobre o caso. Já a assessoria de imprensa do apresentador declarou que Ratinho não comenta questões jurídicas em andamento.
A expectativa é que integrantes da produção do programa também sejam chamados para prestar esclarecimentos ao longo da investigação.
Entre os episódios analisados está uma declaração feita por Ratinho sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), em março deste ano. Na ocasião, o apresentador afirmou que a parlamentar não deveria presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados por ser uma mulher transexual.
Após o episódio, Erika Hilton ingressou com uma ação por transfobia contra o comunicador e solicitou direito de resposta ao SBT. Em contrapartida, Ratinho moveu uma ação por difamação contra a deputada.
Outro fato incluído na investigação contra Ratinho ocorreu no início deste mês, quando o apresentador declarou estar “preocupado” com a exposição de homens se beijando em público. As falas repercutiram nas redes sociais e levaram o Ministério Público a instaurar uma apuração própria sobre o caso.
Além disso, a Polícia Civil também analisa comentários exibidos durante o quadro “Dez ou Mil”, veiculado no dia 11 deste mês. Conforme relatado, o apresentador teria feito piadas consideradas homofóbicas envolvendo pessoas da comunidade LGBTQIA+.
Até o momento, a investigação segue em andamento e não há conclusão sobre eventuais responsabilidades. As autoridades continuam reunindo informações e ouvindo os envolvidos para esclarecer os fatos.
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