Peso ideal infantil: especialistas orientam como avaliar
Endocrinologista e nutricionista dão orientações para pais identificarem se o ganho de peso dos filhos está adequado. Método simples usa altura como referência, mas especialistas alertam para abordagem sem estigmas.

Identificar se o ganho de peso dos filhos está dentro do esperado para o crescimento ou se acende um alerta para a obesidade infantil é uma dúvida frequente entre pais e responsáveis. Para ajudar nessa avaliação inicial, a endocrinologista Claudia Cozer Kali, do Hospital Sírio-Libanês, e a nutricionista Thaís Cardeal Ramos apresentaram orientações práticas à imprensa.
Como avaliar o peso de forma simples
Segundo Claudia Cozer Kali, existe um método rápido e acessível que pode servir como primeira referência. A especialista explicou: “A criança tem que pesar menos que os centímetros da altura”.
Na prática, uma criança que mede 1,39 m deve pesar menos de 39 quilos. No entanto, a médica faz um alerta importante: “Os 39 quilos, que é o máximo, já são considerados um sobrepeso. Ela tem que tentar ter menos.”
Limites do cálculo caseiro
A endocrinologista ressaltou que esse cálculo é apenas uma referência geral e não substitui a avaliação clínica individualizada. O contexto familiar e outros fatores também precisam ser considerados. A fonte não detalhou quais outros critérios clínicos devem ser observados.
Contexto familiar e genética influenciam no peso
Claudia destacou que a estrutura corporal da família é um fator relevante. “Existem famílias que têm uma estrutura [corporal] maior e dificilmente essa criança vai ser uma criança magrinha”, afirmou. Para a médica, o contexto genético deve ser respeitado na avaliação, e o acompanhamento profissional é essencial para um diagnóstico preciso.
Dietas restritivas não são recomendadas
A nutricionista Thaís Cardeal Ramos defendeu uma abordagem gradual, baseada em metas comportamentais, em vez de dietas restritivas que podem gerar relação negativa com a comida. “Não adianta você querer mudar de uma vez só os hábitos alimentares adquiridos ao longo da vida. Mas, com as crianças, é um facilitador, porque não são tantos anos assim”, disse.
Envolver as crianças no preparo dos alimentos
Entre as estratégias sugeridas por Thaís está a participação das crianças na cozinha. Trazer a criança para o preparo dos alimentos, ensinando-a a manusear ingredientes e a participar do processo, contribui para uma relação mais positiva com a alimentação. “A dieta restritiva realmente não é o caminho”, concluiu a nutricionista.
Obesidade infantil é um desafio global que exige mudanças na família
Claudia complementou que a dificuldade de combater a obesidade infantil é real e mundial. Se o problema fosse simples, os índices de obesidade não estariam aumentando no mundo inteiro, argumentou. A especialista reforçou o papel da família no processo: “Não é só implementar para a criança, tem que implementar para a família”.
Evitar estigmas e rótulos
A médica alertou ainda para os riscos do estigma associado ao peso. Rotular a criança como “gordinha” ou impor restrições alimentares de forma autoritária não funciona. A abordagem deve ser acolhedora, sem julgamentos, para que a criança desenvolva uma relação saudável com o corpo e a alimentação. A fonte não detalhou alternativas específicas para lidar com o estigma no dia a dia.
As orientações das especialistas mostram que o cuidado com o peso infantil vai além da balança, envolvendo genética, hábitos familiares e saúde emocional. Para mais notícias sobre bem-estar e qualidade de vida, continue acompanhando o portal Boca no Trombone.
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