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Pelé da Vila Estrela se despede deixando sua história nos gramados de Ponta Grossa

Tem histórias que não estão nos livros, mas vivem grudadas nas paredes de um estádio. A do Luís Carlos Carneiro — o Pelé — é uma dessas. Ele não nasceu dentro do campo, mas quase. Filho do seu Ernesto, que por muitos anos foi caseiro do Guarani Esporte Clube, cresceu ali, no entorno do estádio […]

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Foto: Reprodução/Redes sociais
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Tem histórias que não estão nos livros, mas vivem grudadas nas paredes de um estádio. A do Luís Carlos Carneiro — o Pelé — é uma dessas.

Ele não nasceu dentro do campo, mas quase. Filho do seu Ernesto, que por muitos anos foi caseiro do Guarani Esporte Clube, cresceu ali, no entorno do estádio Joaquim de Paula Xavier, na Vila Estrela. Enquanto muita gente chegava só na hora do jogo, o Pelé já estava lá desde sempre — vendo o sol nascer por trás da arquibancada, correndo descalço pelo gramado ainda úmido, aprendendo o futebol antes mesmo de entender o mundo.

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O estádio era mais que um lugar. Era quintal, era escola, era casa.

Entre um treino e outro, entre bolas que iam e vinham, ele foi se formando jogador — daqueles que carregam no corpo a leveza de quem aprendeu brincando, mas também a raça de quem sabe que cada chute é uma chance. Não demorou para o apelido surgir. Pelé. Não por acaso, mas por respeito. Porque, pra quem via, tinha talento ali.

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Vestiu a camisa das categorias de base do Guarani, como quem veste a própria história. Depois, deu seus passos além, chegando ao Operário — carregando junto não só o sonho dele, mas também aquele pedaço da Vila Estrela que nunca saiu de dentro.

Mas a verdade é que alguns jogadores nunca deixam de ser do lugar onde começaram. O Pelé podia até rodar, jogar em outros campos, viver outras fases… mas ele sempre foi, antes de tudo, aquele menino do Joaquim de Paula Xavier.

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E talvez seja por isso que a despedida doa diferente.

Porque quando alguém assim parte, não é só uma pessoa que vai embora. É um pedaço da memória do bairro, do estádio, das tardes de futebol que parecem não voltar mais.

Ficam as lembranças: o som da bola, o eco das risadas, a imagem dele correndo pelo campo como se o tempo nunca fosse alcançar.

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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