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Os segredos das maçãs da Turma da Mônica: BnT entra na fábrica da Fischer e revela como a fruta “dorme”

BnT acompanha a colheita de 2026 em Fraiburgo e revela os segredos das maçãs da Turma da Mônica e a tecnologia que faz a fruta “dormir”.

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As maçãs da Turma da Mônica são conhecidas em todo o Brasil pelo tamanho reduzido, sabor adocicado e forte apelo entre o público infantil. O que pouca gente sabe é que, por trás dessa fruta popular, existe uma cadeia produtiva que movimenta milhões de reais por ano e gera milhares de empregos no Sul do país.

Em janeiro de 2026, o Portal BnT Online acompanhou de perto o início da colheita da maçã em Fraiburgo, no Meio-Oeste de Santa Catarina, um dos principais polos produtores do Brasil. A cidade concentra pomares, indústrias e centros de tecnologia que sustentam uma das cadeias agrícolas mais organizadas do país.

A produção das maçãs licenciadas é realizada pela Fischer, empresa que mantém parceria com a Mauricio de Sousa Produções desde os anos 1990. O projeto nasceu com o objetivo de oferecer uma fruta pensada para crianças, mas ganhou escala industrial e relevância econômica nacional.

Somente na safra de 2026, a expectativa do setor é de que milhares de toneladas de maçãs sejam colhidas na região. Durante o período de colheita, que se estende até maio, mais de 2,5 mil trabalhadores temporários são contratados apenas em Fraiburgo e municípios vizinhos. Ao longo do ano, centenas de empregos fixos são mantidos em áreas como manejo agrícola, logística, classificação, armazenamento e transporte.

Dentro da fábrica, o BnT acompanhou o funcionamento do packing house, onde acontece o processo mais curioso da cadeia: a chamada “hibernação” da fruta. Após a colheita, as maçãs são armazenadas em câmaras de atmosfera controlada, com níveis específicos de temperatura, oxigênio e gás carbônico.

Esse sistema reduz o metabolismo da fruta ao mínimo, sem congelamento. Na prática, a maçã permanece viva, estável e com aparência de recém-colhida por até 10 ou 12 meses. É isso que garante o abastecimento do mercado brasileiro durante todo o ano, inclusive fora do período de safra.

Após sair das câmaras, sensores eletrônicos fazem a classificação individual das frutas. Apenas as que atingem o padrão visual mais rigoroso recebem a embalagem das maçãs da Turma da Mônica, enquanto as demais seguem para outros canais de comercialização, evitando desperdícios.

Além do impacto industrial, a cadeia da maçã movimenta transporte, comércio, serviços e arrecadação de impostos, sendo um dos pilares da economia regional. A combinação entre tecnologia, planejamento e mão de obra faz de Fraiburgo uma referência nacional na produção de maçãs.

Leia também: Fraiburgo inicia a Colheita da Maçã 2026 e reforça protagonismo no turismo catarinense

Marcos Silva
Autoria
Marcos Silva
Jornalista associado à Abrajet-PR, formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com MBA em Gestão da Comunicação Empresarial (TUIUTI). Profissional com quase 20 anos de atuação em redações de rádio, jornal e portais de notícia.
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