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Economia

Nova rota Brasil-China reduz custos e fortalece comércio

Porto de Santana (AP) passará a receber navios para Zhuhai, ampliando alternativas logísticas pelo Arco Norte e expandido as relações comerciais com a China

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Foto: Ricardo Stuckert/PR
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A partir deste sábado (28), o Brasil contará com uma nova rota de comércio marítimo com a China, ligando o Porto de Santana, no Amapá, ao Porto de Zhuhai, na região da Grande Baía chinesa (Guangdong-Hong Kong-Macau). A novidade promete reduzir custos e tempo de viagem para o escoamento de produtos brasileiros, especialmente os do Centro-Oeste e da Amazônia.

O anúncio foi feito pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante o programa Bom Dia, Ministro, da EBC. “Tenho uma boa notícia: no sábado chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, afirmou Góes.

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Economia e agilidade no transporte

De acordo com o ministro, os ganhos econômicos são expressivos. Ao comparar a nova rota com o tradicional escoamento pelo Porto de Santos, a saída de produtos pelo Arco Norte pode representar uma economia de até US$ 14 por tonelada de soja exportada para a Europa. No caso das exportações para a China, a redução chega a US$ 7,8 por tonelada.

Além da redução de custos, há a diminuição no tempo de viagem, o que deve ampliar a competitividade do agronegócio e da bioeconomia brasileira no mercado internacional.

Potencial para a bioeconomia amazônica

Segundo Góes, a rota foi considerada estratégica pelos governos dos dois países para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro-Oeste, como açaí, cacau, castanha, madeira e pescado.

Ele ressaltou que o desafio futuro será agregar valor à produção regional. “A melhor estratégia para a Amazônia é se industrializar. É agregar valor, beneficiar os produtos da Amazônia para gerar emprego e renda. Temos um potencial grande em fármacos, por exemplo, mas ainda fornecemos apenas matéria-prima”.

China: parceiro estratégico e mercado em expansão

Com mais de 1,4 bilhão de consumidores, a China segue como um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. Góes destacou que há grande interesse do país asiático por produtos brasileiros da bioeconomia e do agronegócio, como soja, café, mel, chocolate e derivados do cacau.

O ministro lembrou que o mercado chinês ainda tem espaço para expansão. “O café já entra forte na China. Hoje, o consumo per capita é de apenas um café por mês. Imagine se isso dobrar. O potencial é gigantesco, e o mesmo vale para outros produtos”.

Nova rota amplia alternativas logísticas

A criação da linha direta entre Santana (AP) e Zhuhai (China) reforça o papel do Arco Norte como alternativa estratégica ao escoamento de grãos e bioprodutos, antes concentrado principalmente no Porto de Santos.

Com a iniciativa, o governo federal espera não apenas reduzir custos e ampliar as exportações, mas também incentivar o desenvolvimento sustentável da Amazônia, aproximando a região de um dos maiores mercados consumidores do planeta.

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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