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Mulher descobre distonia após 4 anos sem diagnóstico

Nilde Soares, de 30 anos, sofreu por quatro anos sem um diagnóstico correto para seus sintomas de distonia, o que levou a duas tentativas de suicídio. Após consultar sete neurologistas, ela finalmente recebeu o diagnóstico de distonia cervical idiopática e iniciou tratamentos com toxina botulínica e estimulação cerebral profunda.

Mulher descobre distonia após 4 anos sem diagnóstico e tentativas de suicídio
Crédito: g1.globo.com
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Nilde Soares, uma mulher de 30 anos que trabalhava em uma multinacional, tentou suicídio duas vezes antes de receber o diagnóstico de distonia, um distúrbio neurológico que causa contrações musculares involuntárias. Sua jornada de quatro anos sem um diagnóstico adequado a levou a profundas crises de saúde mental e física, culminando em perda da mobilidade.

Resumo em tópicos

  • O pescoço parecia ‘quicar’ como uma mola
  • Os primeiros sinais eram o olho piscando sozinho e a boca contraindo involuntariamente
  • Mulher tentou suicídio duas vezes até ter diagnóstico de distonia
  • Nilde foi ao pronto-socorro e disseram que era crise nervosa
  • Com o tempo, os movimentos se tornaram mais intensos

Como reconhecer os sinais no corpo

Os primeiros indícios do problema surgiram com movimentos sutis: o olho piscando sozinho e a boca contraindo involuntariamente. Inicialmente, eram apenas tiques discretos, mas com o tempo, esses sintomas evoluíram para manifestações mais intensas. O pescoço, por exemplo, começou a se mover de forma anormal, descrito como se estivesse ‘quicando’ como uma mola, um sinal claro de que algo estava errado.

O percurso difícil até o diagnóstico

Diante dessas alterações, Nilde buscou ajuda médica imediata. No pronto-socorro, profissionais de saúde atribuíram seus sintomas a uma crise nervosa, um equívoco que a direcionou para um caminho de tratamentos inadequados. Ela consultou psiquiatras, psicólogos, utilizou medicamentos para depressão, calmantes e participou de sessões de análise, mas nada surtia efeito. A dor continuava a aumentar, e seu corpo ficava progressivamente mais rígido, exacerbando seu desespero.

As consequências do sofrimento prolongado

O agravamento dos sintomas e a falta de respostas eficazes levaram Nilde a tentar tirar a própria vida em duas ocasiões, um reflexo da intensa angústia que enfrentava. Ao longo dos anos sem um diagnóstico preciso, sua condição piorou a ponto de ela parar de andar, ilustrando como distúrbios neurológicos não tratados podem resultar em incapacidades severas. Essa fase foi marcada por isolamento e desesperança, com a saúde mental profundamente abalada.

O que a ciência já descobriu sobre o tema

Distonia é um distúrbio neurológico caracterizado por contrações musculares involuntárias que podem causar movimentos repetitivos ou posturas anormais. No caso de Nilde, o diagnóstico final foi distonia cervical idiopática, uma forma que afeta especificamente a região do pescoço. A confirmação veio por meio de um exame de eletroneuromiografia, que avalia a atividade elétrica nos músculos e nervos, essencial para identificar tais condições.

Casos e evidências citadas

O diagnóstico correto só foi alcançado no sétimo neurologista consultado, destacando os desafios no reconhecimento de distonias. Com a identificação da doença, Nilde iniciou o primeiro tratamento adequado: aplicações de toxina botulínica, conhecida como botox terapêutico, que ajuda a relaxar os músculos afetados. Posteriormente, ela passou a usar estimulação cerebral profunda (DBS), um dispositivo implantado no cérebro que envia impulsos elétricos para modular a atividade neural e reduzir os sintomas.

Dúvidas Frequentes

O que é distonia? É um distúrbio neurológico que provoca contrações musculares involuntárias, podendo afetar diversas partes do corpo.

Como é feito o diagnóstico? Através de exames como eletroneuromiografia, mas pode requerer múltiplas consultas especializadas.

Quais tratamentos estão disponíveis? Incluem toxina botulínica e estimulação cerebral profunda, dependendo da severidade do caso.

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Boca no Trombone
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