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Política

Moraes vota contra último recurso de Bolsonaro e abre caminho para prisão do ex-presidente

Ministro do STF também rejeitou apelos de outros seis condenados no “núcleo crucial” da trama golpista; julgamento na Primeira Turma segue até 14 de novembro

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Foto: Reprodução.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (7) pela rejeição do último recurso apresentado por Jair Bolsonaro contra sua condenação a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia. O voto de Moraes também nega os recursos apresentados por outros seis réus ligados ao ex-presidente.

Esses recursos – embargos de declaração – representam a etapa final do julgamento, e a confirmação da rejeição por parte da Primeira Turma do STF poderá levar à decretação da prisão definitiva dos condenados.

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Rejeição dos recursos pode levar à prisão de Bolsonaro

Os recursos analisados servem apenas para esclarecer eventuais dúvidas ou omissões no acórdão da condenação, sem capacidade para reverter a decisão. Em seu voto, Moraes classificou o recurso de Bolsonaro como um “mero inconformismo com o desfecho do julgamento”, sem apresentar contradições válidas.

Se a maioria dos ministros seguir o relator, Bolsonaro poderá ter a prisão decretada ainda em novembro. A pena, por sua duração, prevê regime fechado. Contudo, a possibilidade de o ex-presidente cumprir pena em sala especial ou até em prisão domiciliar ainda será analisada judicialmente.

Turma do STF tem até 14 de novembro para concluir votação

O julgamento ocorre em plenário virtual, e os demais ministros da Primeira TurmaCristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia – têm até 23h59 de 14 de novembro para apresentar seus votos. O ministro Luiz Fux, único a votar anteriormente pela absolvição dos acusados, não participa desta fase, pois se transferiu para a Segunda Turma.

Moraes reafirma vínculo de Bolsonaro com os atos de 8 de janeiro

Moraes rejeitou argumentos da defesa sobre sua suspeição e afastou a tese de que Bolsonaro teria desistido voluntariamente da tentativa de golpe, como alegado por seus advogados. O ministro reforçou que as ações do ex-presidente se conectam diretamente aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas.

Inexiste qualquer contradição no acórdão condenatório com relação à prática delitiva do embargante nos atos ilícitos ocorridos em 8/1/2023”, afirmou Moraes.

Local da eventual prisão de Bolsonaro ainda é incerto

Caso a prisão seja determinada, não há definição sobre onde Bolsonaro poderá cumprir a pena. A legislação indica que o regime inicial deve ser fechado, possivelmente em presídio de segurança máxima, como a Papuda, em Brasília. No entanto, como ex-presidente, ele pode ter direito a sala especial, como ocorreu com Lula em Curitiba.

A possibilidade de prisão domiciliar humanitária também não está descartada, mas depende da comprovação de problemas de saúde graves, como no caso do ex-presidente Fernando Collor, beneficiado este ano por conta do Mal de Parkinson.

Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar provisória, determinada no âmbito de outro processo, no qual é investigado por suposta tentativa de coação contra o Supremo Tribunal Federal.

Veja as penas aplicadas aos réus do núcleo crucial da tentativa de golpe

  • Jair Bolsonaro – 27 anos e 3 meses

  • Walter Braga Netto – 26 anos

  • Almir Garnier – 24 anos

  • Anderson Torres – 24 anos

  • Augusto Heleno – 21 anos

  • Paulo Sérgio Nogueira – 19 anos

  • Alexandre Ramagem – 16 anos, 1 mês e 15 dias

Ramagem, atualmente deputado federal, teve parte das acusações suspensas por foro privilegiado. Já Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, não recorreu da condenação e já cumpre pena em regime aberto, sem tornozeleira.

*Com informações da Agência Brasil

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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