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Política

Moraes vota pela condenação de Bolsonaro e sete réus por tentativa de golpe

Relator do STF afirma que Bolsonaro liderou organização criminosa e cita provas de tentativa de golpe para impedir posse de Lula.

Alexandre de Moraes vota pela condenação de Jair Bolsonaro no STF
Foto: Gustavo Moreno/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta terça-feira (9) seu voto favorável à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado. O processo julga ações destinadas a impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.

Na qualidade de relator, Moraes foi o primeiro a se manifestar na sessão da Primeira Turma do STF. Os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda devem proferir seus votos. A expectativa é que o julgamento seja concluído até a próxima sexta-feira (12), com as penas definidas posteriormente.

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Crimes atribuídos aos réus

Em seu voto, Moraes afirmou que todos os acusados cometeram as infrações penais apontadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre elas estão:

  • Organização criminosa armada

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • Tentativa de golpe de Estado

Com relação aos crimes de danos ao patrimônio público e deterioração de bens tombados, o ministro propôs a condenação de sete dos oito réus, excetuando-se o deputado federal Alexandre Ramagem, cuja ação foi suspensa por decisão da Câmara dos Deputados.

Além de Jair Bolsonaro, figuram entre os acusados nomes de destaque do governo anterior:

  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin

  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha

  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça

  • General Augusto Heleno – ex-ministro do GSI

  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens da Presidência

  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa

  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil

O relator citou uma série de evidências que, segundo ele, comprovam a tentativa orquestrada de golpe. Entre elas:

  • Live de julho de 2021, na qual Bolsonaro fez ataques às urnas eletrônicas.

  • Reunião ministerial de 5 de julho de 2022, que expôs planos para fragilizar a democracia.

  • Encontro com embaixadores em 18 de julho de 2022, marcado por críticas ao sistema eleitoral.

  • Atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno de 2022, considerada uma manobra deliberada para dificultar o voto de eleitores.

  • Documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, que detalhava ações violentas para neutralizar autoridades.

  • Um áudio de Mário Fernandes, apontado como prova da anuência de Bolsonaro às ações até a diplomação do presidente eleito.

Moraes afirmou que o ex-presidente agiu como líder de uma organização criminosa e buscou instaurar um regime autoritário. “Estamos esquecendo gradualmente que o Brasil esteve à beira de retornar a uma ditadura”, alertou o ministro. Segundo ele, as provas demonstram claramente a intenção de Bolsonaro e de seus aliados em desestabilizar o governo eleito e impedir a alternância democrática no poder.

*Com informações da Agência Brasil e G1

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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