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Modelo Bukele seria ineficaz contra PCC e CV, diz especialista

Especialista alerta que o ‘Modelo Bukele’ seria ineficaz contra o PCC e o Comando Vermelho. A complexidade do crime organizado brasileiro exige plano integrado e contínuo, com repressão qualificada e investimentos sociais.

Modelo Bukele seria ineficaz contra PCC e CV, diz especialista
Crédito: Brasil 247
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A política de segurança pública implementada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, tornou-se uma das principais bandeiras eleitorais na América Latina e já integra o discurso de pré-candidatos da direita à Presidência do Brasil, como Fl. No entanto, especialistas alertam que o chamado ‘Modelo Bukele’ seria ineficaz contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, devido à complexidade do crime organizado nacional.

Para o especialista em segurança pública Robert Muggah, a realidade brasileira exige uma abordagem distinta da adotada em El Salvador. A fonte não detalhou o contexto exato da declaração, mas ressaltou que a redução duradoura da violência sem a destruição das garantias democráticas demanda um plano integrado e contínuo.

Por que o modelo não se aplica

Segundo Muggah, o crime organizado no Brasil possui ramificações econômicas e territoriais muito mais profundas do que as gangues salvadorenhas. O PCC e o Comando Vermelho controlam rotas de tráfico, lavagem de dinheiro e até mercados ilícitos de madeira, ouro e minerais.

Essa estrutura exige mais do que prisões em massa. É necessário um trabalho de inteligência financeira e asfixia econômica das facções, algo que o modelo de Bukele não contempla em sua essência.

Equilíbrio entre repressão e prevenção

No caso brasileiro, Muggah observou que a administração federal busca equilibrar a urgência da repressão qualificada com investimentos sociais, focando no estrangulamento financeiro do crime organizado e na criação de oportunidades para a juventude.

Essa combinação, segundo o especialista, é fundamental para evitar o recrutamento de jovens em situação de vulnerabilidade pelas facções. A prevenção social é apontada como um pilar essencial para a redução sustentável da violência.

Medidas para um plano eficaz

Para o especialista, a redução duradoura da violência sem a destruição das garantias democráticas exige um plano integrado e contínuo, composto por medidas como:

  • Policiamento em pontos críticos: Foco operacional mantido nos locais específicos onde se concentram a grande maioria dos crimes violentos.
  • Inteligência e asfixia financeira: Unidades especializadas no rastreamento de fluxos de lavagem de dinheiro e na desarticulação do avanço das facções sobre mercados ilícitos de madeira, ouro e minerais.
  • Prevenção social e reforma prisional: Programas voltados a jovens em situação de vulnerabilidade para deter o recrutamento pelas facções, aliados à reformulação carcerária para conter a reincidência.
  • Continuidade institucional: Manutenção das metas, prazos e métricas de segurança ao longo de diferentes gestões governamentais, como demonstrado em experiências históricas em Bogotá, Medellín, Cidade do México, São Paulo e Minas Gerais.

Essas medidas, segundo Muggah, são mais adequadas à realidade brasileira do que a adoção de um modelo estrangeiro que não considera as particularidades locais.

O que dizem os pré-candidatos

O ‘Modelo Bukele’ tem sido citado por pré-candidatos da direita à Presidência do Brasil, como Fl. A fonte não detalhou o nome completo do político, mas indicou que a proposta ganha espaço no debate eleitoral.

A discussão sobre segurança pública deve se intensificar nos próximos meses, com diferentes visões sobre como enfrentar o crime organizado. O alerta do especialista serve como contraponto técnico às promessas de soluções rápidas.

Para o leitor de Ponta Grossa e região, o tema interessa diretamente, uma vez que o Paraná é rota de facções e enfrenta desafios na segurança pública. A fonte não citou casos específicos no estado, mas a complexidade do crime organizado nacional afeta todo o território brasileiro.

O debate sobre o ‘Modelo Bukele’ deve continuar nos próximos meses, com a expectativa de que os candidatos apresentem planos detalhados para a segurança pública. O portal Boca no Trombone seguirá acompanhando o tema e trará novas informações assim que disponíveis.

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