Microdosagem com cogumelos aumenta casos de envenenamento nos EUA
A prática de microdosagem com cogumelos tem resultado em aumento de casos de envenenamento e atendimentos de emergência nos EUA. Produtos comestíveis contendo espécies não alucinógenos são vendidos em diversos estabelecimentos, com pouca regulamentação.

A “microdosagem” com cogumelos tem levado a um aumento nos casos de envenenamento e atendimentos de emergência nos Estados Unidos. Produtos comestíveis contendo espécies de fungos não alucinógenos estão amplamente disponíveis em supermercados, lojas de vaporizadores e postos de gasolina, contribuindo para incidentes de saúde pública.
Resumo em tópicos
- “Microdosagem” com cogumelos aumentou casos de envenenamento e atendimentos de emergência nos EUA
- Um estudo de caso na Virgínia envolveu cinco pessoas hospitalizadas após ingerirem jujubas nootrópicas rotuladas como contendo muscarina, muscimol e ácido ibotênico
- Produtos comestíveis contendo espécies de cogumelos não alucinógenos estão nas prateleiras de supermercados, lojas de vaporizadores e postos de gasolina
- Psilocibina e psilocina são alcaloides que ativam receptores no cérebro para desencadear os principais efeitos psicoativos dos cogumelos mágicos
- Os principais componentes psicoativos dos cogumelos “mágicos” tradicionais são a psilocibina e a psilocina
Como os compostos afetam o organismo
Os principais componentes psicoativos dos cogumelos “mágicos” tradicionais são a psilocibina e a psilocina. Esses alcaloides ativam receptores no cérebro para desencadear os efeitos psicoativos característicos desses fungos.
Casos e evidências citadas
Um estudo de caso na Virgínia envolveu cinco pessoas hospitalizadas após ingerirem jujubas nootrópicas rotuladas como contendo muscarina, muscimol e ácido ibotênico. Esses compostos são encontrados nos cogumelos Amanita, conhecidos por seus potenciais riscos à saúde.
Em 2016, dos mais de 6.400 casos de intoxicação relacionados a cogumelos nos EUA, 45 foram causados por cogumelos do gênero Amanita. Isso representa uma pequena, porém significativa, parcela dos incidentes, destacando a gravidade mesmo em números menores.
O que a ciência já descobriu sobre o tema
Há centenas de visitas a prontos-socorros devido à identificação incorreta de fungos todos os anos nos Estados Unidos. Esse problema é agravado pela falta de regulamentação ou supervisão para a identificação das espécies presentes em suplementos alimentares ou produtos comestíveis à base de cogumelos.
Limites do que se sabe até agora
Atualmente, há pouca orientação ou controle sobre a composição desses produtos, o que pode levar a confusões e envenenamentos. As fontes não detalham ligações específicas ou números atualizados além dos fornecidos, limitando a compreensão completa do escopo do problema.
Dúvidas Frequentes
Quais são os compostos perigosos em cogumelos? Muscarina, muscimol e ácido ibotênico, encontrados em espécies como Amanita, podem causar intoxicações graves.
Onde esses produtos são vendidos? Estão disponíveis em supermercados, lojas de vaporizadores e postos de gasolina, com pouca fiscalização.
Há riscos de confusão na identificação? Sim, a identificação incorreta de fungos leva a centenas de emergências anualmente nos EUA.
Existe regulamentação para esses produtos? Atualmente, há pouca regulamentação ou supervisão, aumentando os perigos para os consumidores.























