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Economia

Mercado reduz previsão da inflação para 2025 e mantém expectativa de Selic alta até 2026

Boletim Focus aponta nova queda no IPCA e reforça cenário de juros elevados, mesmo com desaceleração da economia

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2025 caiu pela terceira semana consecutiva. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central (BC), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,45% para 4,43% neste ano.

O movimento acompanha o resultado da inflação de outubro, que teve a menor variação para o mês em quase 30 anos, segundo o IBGE. A redução na conta de luz foi o principal fator de desaceleração. O IPCA fechou outubro em 0,09%, bem abaixo dos 0,48% registrados em setembro.

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Inflação se aproxima do centro da meta

Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses caiu para 4,68%, ficando abaixo da marca de 5% pela primeira vez desde março. Ainda assim, a inflação permanece acima do teto da meta, que é de 4,5%, conforme os parâmetros definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com centro em 3% e margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As projeções para os próximos anos indicam desaceleração gradual:

  • 2026: de 4,18% para 4,17%

  • 2027: 3,8%

  • 2028: 3,5%

Selic segue alta e pode demorar a cair

Mesmo com a inflação em queda, o Banco Central optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano pela terceira reunião seguida do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em novembro. Segundo o BC, o cenário global incerto e a inflação ainda resistente justificam a postura cautelosa.

A autoridade monetária não descartou a possibilidade de voltar a subir os juros, “caso julgue apropriado”. O mercado, por sua vez, projeta que a Selic permaneça em 15% até o fim de 2025, com cortes apenas a partir de 2026:

  • 2026: 12% ao ano

  • 2027: 10,5% ao ano

  • 2028: 9,5% ao ano

Entenda a relação entre juros e inflação

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro e o consumo desacelera, o que ajuda a conter os preços. Por outro lado, juros altos também reduzem o ritmo da economia.

Quando a taxa cai, há incentivo à produção e ao consumo, o que estimula o crescimento, mas pode dificultar o controle da inflação. Os bancos ainda consideram fatores como inadimplência e custos operacionais para definir as taxas ao consumidor final.

*Com informações da Agência Brasil

Lincoln Vargas
Autoria
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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