Membros do Conselho tentam invadir a Clinicão e Guarda Municipal é acionada
Fiscalização na Clinicão mobilizou a Guarda Municipal após divergências entre representantes do Conselho e funcionários da clínica em Ponta Grossa.

Uma tentativa de invasão à Clinicão durante uma suposta fiscalização por volta das 19 horas, mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal na noite de sábado (30), em Ponta Grossa. Segundo o gerente da unidade, Douglas Fernandes Colino, pessoas que se apresentaram como integrantes do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais tentaram acessar áreas internas da clínica sem autorização prévia, o que gerou um impasse e resultou no acionamento da Guarda Municipal.
De acordo com boletim de ocorrência registrado pela corporação, a equipe foi chamada para atender uma situação de desinteligência envolvendo representantes do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e funcionários da clínica veterinária. A ação teria sido motivada por denúncias relacionadas ao funcionamento do estabelecimento.
Conforme consta no registro, houve divergências sobre o acesso às dependências internas da unidade. Douglas Fernandes Colino informou que determinados setores continham animais em atendimento e que o ingresso nesses espaços deveria seguir procedimentos específicos. Já as representantes do Conselho alegaram que estavam exercendo uma atividade fiscalizatória.
Ainda segundo o gerente, durante toda a ocorrência as mulheres que se apresentaram como representantes do Conselho realizavam ligações telefônicas para solicitar orientações ao presidente do órgão, Anael Ruccieri.
A Guarda Municipal realizou a mediação do conflito, orientou os envolvidos e registrou os fatos. Conforme o boletim, não foram constatados crimes ou infrações penais no local, sendo a ocorrência encerrada após a intervenção dos agentes.
Douglas Fernandes Colino registrou um segundo boletim de ocorrência relatando sua versão dos fatos. No documento, ele afirma que as mulheres chegaram à clínica por volta das 19 horas para realizar uma fiscalização e que a situação teria causado tumulto e constrangimento aos funcionários.
Segundo o relato, elas alegavam atuar em nome do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais e realizaram diversos contatos telefônicos durante a ação. Douglas também informou que uma ligação foi feita para um advogado que, segundo ele, não representa oficialmente a clínica.
Nota da Clinicão aponta irregularidades
Em nota encaminhada ao Portal BnT Online, a Clinicão afirmou que a visita ocorreu em um sábado, durante o período noturno e fora do horário regular de expediente administrativo da empresa, sem qualquer comunicação ou agendamento prévio.
A instituição informou que buscou orientação junto ao agente fiscalizador responsável pelo contrato e recebeu a informação de que não havia autorização para a realização de procedimento fiscalizatório naquele horário sem a presença e acompanhamento de um agente público municipal responsável.
A nota destaca ainda que alguns participantes utilizavam crachás vinculados à Prefeitura de Ponta Grossa e que, ao solicitar identificação funcional e documental dos presentes, uma das pessoas que exigiam acesso às dependências não teria apresentado comprovação documental de vínculo com o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais.
Diante dessas circunstâncias, a empresa afirmou ter interpretado a situação como uma suposta tentativa de ingresso irregular em suas dependências, motivo pelo qual decidiu acionar a Guarda Municipal para garantir a segurança dos envolvidos e registrar oficialmente os fatos.
A Clinicão ressaltou ainda que sempre recebeu e continuará recebendo fiscalizações dos órgãos competentes, desde que os procedimentos legais e administrativos sejam observados.
Presidente do Conselho se manifesta
Procurado pela reportagem do Portal BnT Online, o presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Anael Ruccieri, confirmou que tinha conhecimento da ação realizada no local e afirmou que as duas mulheres envolvidas fazem parte do Conselho.
Questionado sobre a ocorrência, Ruccieri declarou que, na sua avaliação, a fiscalização não chegou a ser realizada.
“Não houve fiscalização porque a empresa impediu o acesso dos fiscais”, afirmou.
Ao ser questionado se as mulheres que estiveram na Clinicão eram integrantes do Conselho e se ele tinha conhecimento da ação, respondeu:
“Sim, as duas são integrantes do Conselho e sim, eu estava ciente da fiscalização.”
O presidente informou ainda que deverá encaminhar posteriormente mais detalhes sobre o caso.
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