Marido é condenado a mais de 16 anos de prisão por feminicídio em Telêmaco Borba
Agente comunitária de saúde foi encontrada morta no porta-malas de um carro em 2017; autor do crime saiu do júri direto para o sistema prisional.

Após quase uma década de espera, o desfecho de um crime que chocou a região finalmente ocorreu. O Tribunal do Júri de Telêmaco Borba condenou a 16 anos e 4 meses de prisão o homem responsável por assassinar a própria esposa, a agente comunitária de saúde Camila Martins França, morta aos 28 anos. O julgamento foi realizado ao longo de dois dias, em 22 e 23 de abril de 2026.
A Dinâmica e o Histórico O crime, tipificado como feminicídio, aconteceu em fevereiro de 2017. Na época, a brutalidade do caso gerou forte comoção: o corpo de Camila foi localizado escondido no porta-malas de um veículo.
Apesar da gravidade do caso, o autor, marido da vítima, não permaneceu preso logo após o crime. Ele aguardou o andamento das investigações e o desenrolar da denúncia oferecida pelo Ministério Público em liberdade ao longo desses nove anos.
A Condenação e a Prisão Com a conclusão do processo e a realização do júri popular nesta semana, o conselho de sentença considerou o réu culpado pelas acusações. Diferente do cenário de 2017, desta vez o condenado não voltou para casa. Com a leitura da sentença, ele foi imediatamente detido e encaminhado ao Departamento Penitenciário de Telêmaco Borba para o início do cumprimento da pena em regime fechado.
Fim da Impunidade Para os familiares de Camila França, o fim do julgamento encerra um longo e doloroso ciclo. De acordo com o sentimento compartilhado pela família, a condenação não é capaz de amenizar a dor da ausência da agente de saúde, mas representa uma resposta firme do judiciário, trazendo a sensação de justiça e a certeza de que o assassinato não ficou impune.
(Com informações da cobertura local da equipe Atento a Rede)
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