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Mabel vai para o PP, que ensaia candidatura própria ao governo do PR

Deputada estadual com grande protagonismo nos Campos Gerais está indo para a agremiação que, no Estado, é capitaneada pela família Barros

Mabel no PP
Mabel ao lado de Cida Borgueti e RIcardo Barros
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A deputada estadual Mabel Canto vai deixar o PSDB para se filiar ao Partido Progressistas (PP), liderado no Paraná pela família Barros. A informação foi divulgada pela ex-governadora Cida Borghetti durante participação em um programa de rádio em Curitiba, nesta semana. Cida também revelou que o PP deve ganhar mais um deputado federal: Nelsi Coguetto Maria, o “Vermelho”, atualmente no PL.
Mabel segue os passos da irmã, a vereadora Joce Canto, que já integra o PP e foi reeleita pela sigla no último pleito municipal. A mudança partidária reforça a presença da família Canto na legenda, que vem se articulando com vistas ao cenário eleitoral de 2026.
A deputada de Ponta Grossa passa a integrar os planos estratégicos do Progressistas de fortalecer possíveis candidatos a deputados e lançar candidatura própria ao governo do Paraná nas próximas eleições estaduais. O nome mais cotado é o da própria Cida Borghetti, que já ocupou o cargo entre 2018 e 2019, após a renúncia do então governador Beto Richa para disputar uma vaga no Senado — tentativa que não teve sucesso.
Atualmente, o partido integra a base do governador Ratinho Júnior (PSD). Mabel, após um período de afastamento e desentendimentos com o governo — episódio que culminou na saída de seu pai, Jocelito Canto, da Rede Massa em 2022 —, voltou a compor a base de apoio na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
A direção nacional do PP em Brasília, está prestes a formar uma federação com o União Brasil, resultando no União Progressista. Caso a fusão se concretize, a família Barros pode se tornar um dos principais polos de poder na política estadual.
A recente saída de Ricardo Barros, cacique pepesista, do governo Ratinho e o anúncio da pré-candidatura de Cida, levantaram especulações políticas: a articulação da família Barros pode ter como objetivo pressionar o governador — que ainda não tem um nome definido para a sucessão — ou abrir discussão, a partir da fusão, com integrantes do União Brasil, para o fortalecimento da provável candidatura de Sérgio Moro (União) que hoje aparece com certo favoritismo nas intenções de votos para a eleição do próximo ano.
O xadrez político está em movimento.

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Gleidson Carlos
Autoria
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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