Homens presos por dirigir embriagados e na contramão são soltos e responderão em liberdade em PG
Dupla foi flagrada em atitude perigosa no Centro da cidade; advogados afirmam que não houve tumulto e que acusação precisa comprovar alteração na capacidade psicomotora

Dois motoristas flagrados dirigindo na contramão e embriagados na região central de Ponta Grossa foram liberados e irão responder ao processo em liberdade. A prisão ocorreu na madrugada de sábado (19), após agentes da Superintendência de Trânsito e Segurança Viária flagrarem os dois veículos acessando irregularmente a contramão da Rua Augusto Ribas, próximo à Avenida Vicente Machado.
De acordo com o boletim oficial, os condutores apresentavam sinais visíveis de embriaguez, como hálito etílico, olhos vermelhos e fala alterada. O teste do etilômetro confirmou a suspeita: um dos motoristas, que conduzia um VW Saveiro branco, registrou 0,85 mg/L de álcool no sangue. O outro apontou 0,50 mg/L.
Ambos foram presos em flagrante e conduzidos à 13ª Subdivisão Policial (13ª SDP) com o apoio da equipe GETAM/Bravo. Um dos veículos foi entregue a familiares, e os motoristas não estavam algemados durante o trajeto até a delegacia.
Consequências legais e penalidades para quem dirige embriagado
A legislação brasileira prevê penas severas para quem for flagrado dirigindo sob efeito de álcool:
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Multa: Infração gravíssima no valor de R$ 2.934,70;
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Suspensão da CNH: Por no mínimo 12 meses;
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Recolhimento da CNH e retenção do veículo até apresentação de condutor habilitado;
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Prisão em flagrante, com possibilidade de pena de detenção de 6 meses a 3 anos, além de multa e suspensão da CNH.
A prisão, no entanto, é apenas o início do processo. O desdobramento depende das circunstâncias, das provas e da conduta dos acusados.
Defesa alega equívoco e destaca bons antecedentes
Os advogados de defesa, Wagner Soares e Guilherme Gasparetto, afirmaram que os clientes são trabalhadores, possuem endereço fixo e não têm antecedentes criminais, o que justificaria a liberdade provisória.
“A família entrou em contato com nosso escritório e atuamos imediatamente. Ambos foram soltos e vão responder ao processo em liberdade. Não havia motivo para manter a prisão preventiva”, declarou.
O advogado acrescentou que a acusação deverá comprovar que os motoristas estavam com a capacidade psicomotora alterada.
“Eles não causaram tumulto ou confusão. Foi um equívoco com relação às leis de trânsito. Cabe à acusação demonstrar que havia risco concreto”, reforçou.
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