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Ponta Grossa

Homem que matou técnico de projeto social é condenado a 16 anos de prisão em PG

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou, na noite desta terça-feira (10), Pablo Jonathan da Silva dos Santos a 16 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Michael da Silva, de 29 anos. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a culpa do réu pelo crime de homicídio triplamente […]

Homem que matou técnico de projeto social é condenado a 16 anos de prisão em PG
Foto: Divulgação/PMPR e Reprodução/Redes sociais
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O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou, na noite desta terça-feira (10), Pablo Jonathan da Silva dos Santos a 16 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Michael da Silva, de 29 anos. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a culpa do réu pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

Segundo os assistentes de acusação, Matheus de Quadros e Gustavo Madureira, os jurados acolheram integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

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“O conselho de sentença de Ponta Grossa entendeu pelo total acolhimento da pretensão acusatória. Ou seja, o réu foi integralmente condenado nos termos da denúncia pelo crime de homicídio triplamente qualificado”, afirmou a acusação após o julgamento.

A pena foi fixada pelo juiz presidente do júri em 16 anos e 6 meses de reclusão. De acordo com os advogados que representaram a acusação, a decisão traz um sentimento de justiça para a família da vítima após mais de um ano do crime.

“Após mais de um ano desse homicídio brutal, a família finalmente pôde encontrar justiça nas mãos da Justiça de Ponta Grossa”, disseram.

Motivação do crime

De acordo com o processo, a motivação do crime foi considerada fútil pelos jurados. A investigação apontou que a rivalidade entre réu e vítima teria começado após uma discussão durante uma partida de futebol ocorrida anos antes.

Desde então, Pablo passou a nutrir inimizade contra Michael, o que culminou no assassinato.

O júri reconheceu três qualificadoras no crime:

  • Motivo fútil – a briga em uma partida de futebol;

  • Recurso que dificultou a defesa da vítima – ataque surpresa;

  • Perigo comum – disparos realizados em via pública.

Como aconteceu o crime

O homicídio ocorreu na manhã de 21 de fevereiro de 2025, no bairro Recanto Verde, em Ponta Grossa.

Na ocasião, Michael da Silva seguia de motocicleta para o trabalho quando parou em um cruzamento na rua Alzimiro Baptista Siqueira. Nesse momento, um homem armado se aproximou e efetuou diversos disparos.

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Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. Mesmo ferido, Michael tentou fugir, correu até os fundos de um mercado próximo, mas não resistiu aos ferimentos. A vítima foi atingida no tórax e nas costas.

Michael também era conhecido na comunidade por atuar como técnico voluntário em um projeto social voltado a crianças, o que gerou grande comoção na época do crime.

Prisão do suspeito

O autor do crime foi preso pela Polícia Militar do Paraná na tarde de 25 de fevereiro de 2025, quatro dias após o homicídio.

Equipes do Pelotão de Choque, CPU e RPA do 1º Batalhão da PM abordaram um veículo na Rodovia PR-151, próximo ao trevo de Guaragi, na região do bairro Cará-Cará.

Durante a abordagem, nada ilícito foi encontrado com o suspeito. No entanto, ao ser questionado sobre a arma utilizada no crime, ele indicou um endereço no próprio bairro.

No local, os policiais localizaram um revólver calibre .357, modelo RT 627, utilizado no homicídio.

Após a apreensão da arma, o jovem foi encaminhado à 4ª Central Regional de Flagrantes, onde foi constatado um mandado de prisão em aberto.

Cumprimento da pena

Com a condenação definida pelo Tribunal do Júri, Pablo Jonathan da Silva dos Santos deverá permanecer preso. Inicialmente, ele continuará detido na cadeia pública e posteriormente deverá ser transferido para uma penitenciária da região de Ponta Grossa, onde cumprirá a pena estabelecida pela Justiça.

O caso gerou grande repercussão na cidade desde 2025, principalmente pelo envolvimento da vítima em projetos sociais voltados à comunidade.

Boca no Trombone
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