Trump diz que guerra no Irão termina em breve e avisa Teerão sobre
O ex-presidente dos EUA Donald Trump afirmou que a guerra no Irã terminará “muito em breve”, mas advertiu Teerão contra interrupções no fornecimento de petróleo. Enquanto isso, um porta-voz iraniano declarou que o país determinará quando o conflito acaba. Os combates continuam com ataques de ambos os lados.

Trump prevê fim próximo da guerra e ameaça Irã sobre petróleo
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que a guerra no Irã terminará “muito em breve”. A declaração foi feita através de uma publicação na rede social Truth Social.
No mesmo comunicado, Trump emitiu um aviso direto a Teerão sobre possíveis interrupções no fornecimento de petróleo. Segundo o ex-mandatário americano, se o Irã impedir o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, serão atingidos pelos Estados Unidos 20 vezes mais do que foram até agora.
Trump escreveu ainda que destruirão alvos facilmente destrutíveis que tornarão virtualmente impossível que o Irã volte a ser uma nação. As afirmações ocorrem em meio à intensificação dos combates na região.
Objetivos declarados de Washington no conflito
Em suas declarações, Trump detalhou os objetivos que atribui a Washington no conflito com o Irã. Segundo o ex-presidente, os Estados Unidos têm como meta:
- Destruir o programa de mísseis de Teerão
- Acabar com a capacidade naval do país do Oriente Médio
- Impedir que o Irã adquira uma arma nuclear
- Sufocar a capacidade do Irã de financiar representantes regionais e grupos armados
Estas declarações ocorrem em um contexto de escalada militar que já causou centenas de vítimas em múltiplos países.
Resposta iraniana e determinação do conflito
Posição de Teerão sobre o controle da guerra
Do lado iraniano, um porta-voz da Guarda Revolucionária paramilitar reafirmou a posição de Teerão sobre o controle do conflito. Ali Mohammad Naini disse que o Irã determinará quando a guerra termina.
Esta declaração contrasta diretamente com a previsão de Trump sobre um fim próximo do conflito. A afirmação do porta-voz iraniano reforça a postura de autonomia que Teerão mantém em relação ao desenrolar das hostilidades.
Enquanto as declarações políticas se sucedem, os combates no terreno continuam com intensidade. Ambos os lados têm realizado operações militares de grande escala nas últimas horas.
Operações militares em andamento
Operação Martelo da Meia-Noite e ataques israelenses
Trump classificou a Operação Martelo da Meia-Noite como um revés para o Irã. A declaração refere-se a uma operação militar específica dentro do contexto do conflito mais amplo.
Paralelamente, Israel anunciou na segunda-feira que estava a levar a cabo uma onda de ataques em grande escala na cidade iraniana de Isfahan, bem como em Teerão e no sul do Irã. Os militares israelitas afirmaram ter atingido dezenas de infraestruturas, incluindo o quartel-general do Corpo de Guardas da Revolução.
Além das operações no território iraniano, Israel continua a realizar diariamente múltiplas campanhas aéreas em todo o Líbano. Estas ações fazem parte do esforço militar mais amplo na região.
Retaliações iranianas e ataques do Hezbollah
Os ataques de retaliação do Irã continuaram com força na segunda-feira. Teerão disparou várias barragens de mísseis e drones contra Israel e vários países vizinhos do Golfo na mesma data.
O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, também entrou em ação na segunda-feira. A organização disparou foguetes contra Israel, ampliando a frente de combates.
Os militares israelitas alertaram a população durante todo o dia para a chegada de mísseis do Irã. Os ataques causaram vítimas no lado israelense, elevando o número de mortos para 11.
Impacto humano do conflito
A guerra já custou a vida a pelo menos 1.230 pessoas no Irã. No Líbano, o conflito resultou em 397 mortos até o momento.
Do lado americano, sete militares norte-americanos foram mortos nos combates até à data. Estes números ilustram o custo humano significativo do conflito em curso.
Enquanto as baixas se acumulam, os preços caíram mais tarde e as ações americanas subiram. A fonte não detalhou a relação direta entre estes movimentos econômicos e os desenvolvimentos militares.























