Greve dos Correios mobiliza trabalhadores em Ponta Grossa
A greve dos Correios em Ponta Grossa segue em andamento e já provoca impactos e debates sobre a real adesão dos trabalhadores ao movimento. Nesta sexta-feira (19), funcionários realizaram uma mobilização na sede da empresa, localizada na rua Augusto Ribas, no Centro da cidade, chamando a atenção de quem passou pelo local. De acordo com […]

A greve dos Correios em Ponta Grossa segue em andamento e já provoca impactos e debates sobre a real adesão dos trabalhadores ao movimento. Nesta sexta-feira (19), funcionários realizaram uma mobilização na sede da empresa, localizada na rua Augusto Ribas, no Centro da cidade, chamando a atenção de quem passou pelo local.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Paraná (Sintcom/PR), aproximadamente 50% dos funcionários aderiram à paralisação em Ponta Grossa. No cenário estadual, o sindicato afirma que a adesão ultrapassa 30% dos trabalhadores. Já os Correios contestam os números, alegando que apenas 9% dos empregados participaram das manifestações.
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A greve foi decretada por tempo indeterminado e ocorre em meio à falta de um acordo coletivo entre a categoria e a estatal. Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o reajuste salarial com reposição da inflação, a manutenção de direitos históricos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), adicional de 70% nas férias, pagamento de 200% para trabalho aos fins de semana e a criação de um benefício apelidado de “vale-peru”, no valor de R$ 2.500.
O movimento em Ponta Grossa faz parte de uma greve nacional, que envolve sindicatos de trabalhadores dos Correios em outros estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dos 36 sindicatos que representam a categoria no país, 24 optaram por não aderir à paralisação.
Apesar da mobilização, os Correios afirmam que todas as agências seguem funcionando normalmente e que as entregas continuam sendo realizadas em todo o território nacional. Segundo a empresa, 91% do efetivo trabalhou normalmente na quarta-feira (17), e medidas contingenciais foram adotadas para garantir a continuidade dos serviços essenciais.
Em nota, a estatal informou ainda que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026, com validade de dois anos. O objetivo do acordo é preservar benefícios, garantir estabilidade e manter os direitos dos trabalhadores, mesmo diante de um cenário econômico considerado desafiador para a empresa.
Posicionamento dos Correios
Por meio de nota oficial divulgada na quarta-feira (17), os Correios informaram que a operação nacional segue em funcionamento regular. Confira a nota na íntegra:
Os Correios informam, nesta quarta-feira (17), que mantêm a operação nacional em funcionamento regular, com todas as agências abertas e entregas em curso em todo o país. A empresa reforça seu compromisso com a continuidade dos serviços e com a previsibilidade operacional essencial aos negócios de seus clientes.
Mais de 90% dos empregados estão trabalhando normalmente, assegurando a continuidade dos fluxos logísticos e atendimento aos clientes. As paralisações registradas estão sendo acompanhadas de forma contínua por nossas equipes que estão preparadas para solucionar eventuais questões que surjam. O objetivo é sempre preservar os níveis de serviço contratados por nossos clientes.
Compreendemos a apreensão que cenários como este podem gerar, por isso, seguimos atuando com responsabilidade e transparência, reforçando nosso compromisso histórico com a confiança, a estabilidade e a parceria construída ao longo do tempo.























