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Geração Z no varejo pet: desafio ou oportunidade?

A geração Z, composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012, está transformando o mercado de trabalho no varejo pet. Enquanto o setor enfrenta desafios como margens pressionadas e concorrência crescente, esses profissionais buscam propósito, flexibilidade e ambientes colaborativos. A adaptação dos gestores é vista como estratégica para aproveitar o potencial dessa geração.

Geração Z no varejo pet: desafio ou oportunidade?
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Quem é a geração Z?

A geração Z é composta por jovens nascidos entre 1997 e 2012. Esses profissionais cresceram conectados, aprendem com rapidez e têm acesso rápido à informação.

Além disso, buscam propósito, reconhecimento e flexibilidade em suas carreiras. Valorizam ambientes colaborativos, transparentes e coerentes entre discurso e prática.

Autonomia é central para essa geração, que muitas vezes enfrenta críticas por suposta falta de comprometimento ou sensibilidade excessiva. Essas características moldam sua relação com o mercado de trabalho, especialmente em setores em transformação como o varejo pet.

Desafios do varejo pet

O varejo pet enfrenta desafios estruturais como margens pressionadas, concorrência crescente e dificuldade de formação de mão de obra. A alta rotatividade é um custo invisível, mas extremamente caro para o setor.

Ambientes engessados, que não valorizam iniciativa, tendem a gerar essa rotatividade elevada. No varejo pet, operar sem pessoas engajadas simplesmente não é mais viável.

Expansão via microfranquias

Por outro lado, microfranquias impulsionam nova fase de expansão no setor, com modelos acessíveis e focados em serviços essenciais. Esse cenário exige adaptação tanto das empresas quanto dos profissionais que nelas atuam.

Potencial da nova geração

Quando bem orientada, a geração Z entrega resultados, propõe melhorias e contribui para a inovação no ponto de venda. Sua capacidade de aprendizado rápido e familiaridade com tecnologia podem ser diferenciais competitivos.

Críticas comuns

No entanto, críticas frequentes incluem alegações de que “não têm comprometimento”, “querem crescer rápido demais”, “são sensíveis ao extremo” e “não sabem ouvir, mas têm muitas opiniões”.

Essas percepções, quando não gerenciadas, podem criar conflitos no ambiente de trabalho. A chave está em transformar potenciais pontos de tensão em oportunidades de crescimento mútuo.

Adaptação dos gestores

O grande desafio do gestor está menos em ‘corrigir’ essa geração e mais em ajustar sua própria forma de comandar. Liderar jovens não é tarefa simples, mas é inevitável e estratégico para o setor.

A diferença agora é a velocidade com que essas mudanças acontecem. O gestor precisará ampliar sua tolerância, desenvolver novas competências de liderança e rever antigos modelos de comando.

Essa adaptação não significa abrir mão de resultados, mas encontrar novas formas de alcançá-los. A transição exige paciência e disposição para aprender com as novas gerações.

Contexto salarial e expansão

Profissionais de pet shops terão 6% de reajuste salarial, segundo acordo firmado pelo Sindilojas-SP. A Convenção Coletiva de Trabalho 2025/26 para pet shops estabelece reajuste salarial de 6% retroativo a 1º de setembro de 2025.

Microfranquias veterinárias

Paralelamente, o setor pet impulsiona microfranquias veterinárias no Brasil. O modelo de microfranquias é acessível, focado em serviços essenciais, integrado a hospitais e varejo, amplia o acesso, gera oportunidades e acelera a expansão do mercado.

Esses movimentos indicam um setor em transformação, que busca equilibrar sustentabilidade financeira com atração de talentos.

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Boca no Trombone
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