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Policial

Falso médico investigado por 9 mortes é filmado aplicando injeção no meio da rua

Falsos médicos usavam CRM de terceiros. Um deles foi filmado aplicando injeção na rua e acabou preso. A polícia investiga nove mortes.

Falso médico investigado por 9 mortes é filmado aplicando injeção no meio da rua
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Imagens chocantes ganharam repercussão nesta quarta-feira (27). Um vídeo flagrou o momento em que um homem, investigado por fingir ser médico, aplica uma injeção em uma paciente no meio da calçada, em São Paulo. O suspeito, identificado como Marcos Phelipe de Barros, não possui formação em medicina e foi preso durante uma operação ontem (26).

A prisão ocorreu durante a Operação Hipócrates II, deflagrada pelas equipes da polícia, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária na capital paulista e em municípios da Região Metropolitana, como São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

As investigações apontam que Marcos e um segundo suspeito, Mayke César Silva, atuaram ilegalmente por cerca de dois anos como plantonistas em um hospital da zona leste de São Paulo. A dupla, que utilizava indevidamente dados, cópias de diplomas e registros do CRM de profissionais verdadeiros do interior paulista, teria realizado aproximadamente 2 mil atendimentos no período.

O caso se torna ainda mais grave com a investigação de ao menos nove mortes de pacientes que passaram pelos cuidados dos suspeitos. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) já confirmou que um erro de procedimento foi a causa direta do óbito de uma vítima.

Entre os casos relatados pelos agentes, há o de uma paciente cardíaca que aguardou cerca de oito horas por um exame vital para diagnosticar um aneurisma. Em outro episódio relatado por funcionários do hospital, uma mulher diagnosticada com dengue sofreu parada cardíaca, e os investigados demonstraram total inexperiência, não conseguindo realizar a ressuscitação de forma correta.

Sobre o vídeo que circula na mídia, as autoridades destacaram a total falta de responsabilidade de Marcos Phelipe. O titular responsável pelas investigações afirmou que o falso médico realizava procedimentos estéticos de forma clandestina. Nas imagens, ele aparece mostrando o medicamento (identificado como Mounjaro) para a mulher antes de fazer a aplicação ali mesmo, na calçada.

Enquanto Marcos foi detido, seu comparsa, Mayke César Silva, encontra-se foragido desde a primeira fase da operação, deflagrada em dezembro do ano passado. Informações preliminares indicam que ele teria fugido para o Chile. Nossa equipe de jornalismo do BnT continuará acompanhando os desdobramentos do caso. A defesa dos investigados ainda não se manifestou oficialmente.

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Igor Rugilo
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Igor Rugilo
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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