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Esquema de R$ 1,6 bilhão: Cinco suspeitos de integrar quadrilha liderada por MC Ryan SP seguem foragidos

Em operação que já prendeu grandes nomes do entretenimento nacional, Polícia Federal busca núcleo financeiro que operava bilhões através de fintechs, empresas de fachada e laços com o PCC.

Esquema de R$ 1,6 bilhão: Cinco suspeitos de integrar quadrilha liderada por MC Ryan SP seguem foragidos
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A Polícia Federal (PF) continua as buscas por cinco investigados de integrar uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão. O esquema, desarticulado pela Operação Narco Fluxo em 15 de abril, seria chefiado pelo funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, e camuflava dinheiro ilícito oriundo de apostas ilegais, rifas digitais e tráfico internacional de drogas.

Enquanto artistas como MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores como Raphael Sousa Oliveira (dono da página “Choquei”), já foram detidos, o núcleo focado na lavagem de dinheiro segue fora do alcance das autoridades.

Os cinco foragidos procurados pela Justiça são:

  • Thiago Barros Cabral (não localizado durante os mandados)

  • Jonatas Cleiton de Almeida Santos (não localizado durante os mandados)

  • Letícia Feller Pereira (fora do país em local desconhecido)

  • Jiawei Lin (fora do país em local desconhecido)

  • Xizhangpeng Hao (fora do país em local desconhecido)


O topo da infraestrutura financeira

As investigações apontam que o eixo central da lavagem de dinheiro operava sob comando estrangeiro. Os chineses Xizhangpeng Hao e Jiawei Lin são classificados pela PF como o “topo da infraestrutura financeira” do grupo.

Hao comandava a Golden Cat, uma fintech que funcionava como uma processadora gigante de pagamentos. Apenas entre junho e agosto de 2024, a empresa movimentou R$ 1,2 bilhão, pulverizando recursos de apostas ilegais para empresas associadas ao esquema. Parte dessa fortuna bilionária era remetida para o exterior, caindo diretamente na conta de Jiawei Lin, ou repassada internamente para beneficiárias como a foragida Letícia Feller Pereira.

Empresas de fachada e o mercado de apostas

Para justificar o volume de dinheiro, a quadrilha contava com uma rede de empresas de fachada. É aqui que entra Jonatas Cleiton de Almeida Santos. Ele figura como sócio da Broker Platinum Invest e Tecnologia Ltda, empresa que se apresentava ao mercado oferecendo “atividades financeiras sofisticadas” e consultoria em TI, mas que não possuía qualquer autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar.

Segundo a PF, a Broker era, na verdade, um canal clandestino para escoar dinheiro de plataformas de apostas ilegais para contas de laranjas. A suspeita sobre Jonatas se agravou quando as autoridades constataram que seu endereço residencial declarado era o mesmo endereço comercial da Broker — um indício clássico da atuação de laranjas. O local também era dividido com outras fintechs sob investigação, como a YCFSHOP e a SHOPRMS, indicando um comando logístico unificado.

A liderança de MC Ryan SP e o elo com o PCC

No topo do organograma traçado pela Polícia Federal está MC Ryan SP. O funkeiro é apontado não apenas como beneficiário, mas como o suposto chefe do esquema bilionário de lavagem de capitais.

A estratégia da organização consistia em usar a indústria fonográfica e do entretenimento para misturar dinheiro limpo com os recursos do crime. Para dificultar o rastreio, Ryan transferia participações societárias de suas empresas para familiares e pessoas de confiança, blindando seu patrimônio.

O dinheiro lavado retornava em forma de ostentação: compra de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e joias. Além dos crimes financeiros, as autoridades confirmam que a operação identificou um vínculo estrutural direto entre a organização criminosa e a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações continuam, e a Polícia Federal trabalha agora em cooperação internacional para tentar localizar e extraditar os suspeitos que fugiram do país.

Via Metropoles

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Igor Rugilo
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Igor Rugilo
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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