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Projeto de lei propõe ampliar proteção a trabalhadores com epilepsia no Paraná

Deputado Marcelo Rangel apresenta projeto de lei na ALEP que amplia direitos e garante proteção a trabalhadores com epilepsia no Paraná.

Projeto de lei na ALEP amplia proteção a trabalhadores com epilepsia no Paraná
Créditos: Divulgação/Assessoria Parlamentar
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A Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) recebeu o projeto de lei nº 826/2025, de autoria do deputado estadual Marcelo Rangel (PSD), vice-líder do governador Ratinho Júnior. A proposta altera a legislação estadual para reforçar os direitos e a proteção de pessoas com epilepsia, especialmente no mercado de trabalho.

O texto modifica a Lei Estadual nº 14.255/2003, que já proíbe qualquer forma de discriminação contra pessoas com epilepsia e seus familiares. Entre as principais mudanças, o projeto prevê a proibição da demissão de empregados exclusivamente em razão da condição de saúde ou de crises epilépticas, salvo em casos de incapacidade comprovada por laudo médico.

Outro ponto acrescentado é a obrigação dos empregadores em adotar adaptações razoáveis no ambiente de trabalho, permitindo que os profissionais possam exercer suas funções com segurança e dignidade. “O que queremos é garantir o direito ao trabalho digno para pessoas com epilepsia, sem que sejam prejudicadas por preconceito ou desinformação. É uma questão de justiça social e de respeito”, afirmou Marcelo Rangel ao justificar a proposta.

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O projeto também prevê indenização por danos morais e/ou reintegração do empregado em casos de demissão discriminatória, além de sanções administrativas aos empregadores que descumprirem a lei. O Poder Executivo terá até 90 dias, após a publicação, para regulamentar os critérios de aplicação das medidas.

Segundo o deputado, a legislação atual não tem sido suficiente para eliminar barreiras enfrentadas por trabalhadores com epilepsia. “Precisamos ir além do discurso e criar instrumentos legais eficazes para garantir a inclusão real dessas pessoas. Esse projeto representa um passo concreto nessa direção”, destacou Rangel.

A proposta segue agora para análise nas comissões da ALEP. Caso seja aprovada, o texto poderá representar um avanço nas políticas estaduais de inclusão, alinhando-se ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Estadual nº 18.419/2015).

*Com informações da Assembleia Legislativa do Paraná

Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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