“Elizabeth, Mabel, Sandro e Marcelo; Moro, Guto e Curi”, por Gleidson Carlos
Quarto maior colégio eleitoral do Paraná, Ponta Grossa começa a revelar, ainda na largada da pré-campanha de 2026, um cenário político fragmentado. As principais lideranças da cidade ensaiam movimentos distintos para a disputa do governo do Estado, refletindo o complexo tabuleiro que se forma na sucessão estadual. De um lado, a prefeita Elizabeth Schmidt (União) […]

Quarto maior colégio eleitoral do Paraná, Ponta Grossa começa a revelar, ainda na largada da pré-campanha de 2026, um cenário político fragmentado. As principais lideranças da cidade ensaiam movimentos distintos para a disputa do governo do Estado, refletindo o complexo tabuleiro que se forma na sucessão estadual.
De um lado, a prefeita Elizabeth Schmidt (União) é aliada do senador Sérgio Moro (União), que aparece à frente nas primeiras pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná. A prefeita já foi cotada pelo próprio Moro como um dos nomes para ocupar a futura candidatura à vice, que poderia colocar Ponta Grossa no centro da estratégia eleitoral do ex-juiz.
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No campo oposto, os irmãos Sandro Alex e Marcelo Rangel, demonstram preferência pelo nome de Guto Silva (PSD), que é a prioridade do governador Ratinho Júnior para sucessão. No meio desse tabuleiro está ainda a deputada estadual Mabel Canto, filiada ao Progressistas e integrante da base política do governo estadual. O partido discute nacionalmente uma federação com o União Brasil, legenda da prefeita Elizabeth, o que poderia, em tese, colocar ambas no mesmo campo partidário.
Na prática, porém, o cenário paranaense tende a ser mais complexo. No Estado, o principal articulador do PP, o deputado federal Ricardo Barros, tem se aproximado politicamente do deputado estadual Alexandre Curi (PSD), outro nome na disputa interna pela sucessão de Ratinho, ao lado do prefeito de Curitiba, Rafael Greca.
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Enquanto isso, em Brasília, Moro tenta consolidar dentro de seu partido o apoio à pré-candidatura ao governo do Paraná. Caso não consiga, uma alternativa discutida nos bastidores seria a migração para o PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.
Diante desse cenário, Ponta Grossa pode acabar simbolizando uma divisão ainda maior da política paranaense. De um lado, a tentativa de Sergio Moro de construir um palanque alternativo no Estado ao lado da prefeita Elizabeth Schmidt. De outro, lideranças locais que hoje orbitam o governo Ratinho Júnior, mas que podem se distribuir entre diferentes projetos dentro do próprio grupo governista.
Se esse desenho se confirmar, a eleição de 2026 poderá transformar o quarto maior colégio eleitoral do Paraná em um dos principais campos de disputa política do Estado, e talvez em um retrato antecipado da própria fragmentação da sucessão estadual.























