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Política

Derrota de Jorge Messias no Senado para o STF deixa ministro frustrado após votação: “Acabou para mim”

Derrota de Jorge Messias no Senado para o STF quase resultou em demissão. Votação histórica expõe tensão política no governo.

Derrota de Jorge Messias no Senado para o STF deixa ministro frustrado após votação: “Acabou para mim”
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A derrota de Jorge Messias no Senado para o STF gerou forte repercussão política e quase resultou em sua saída do comando da Advocacia-Geral da União (AGU). O episódio ocorreu na noite de quarta-feira (29/4) e expôs fragilidades na articulação do governo no Congresso.

De acordo com relatos de bastidores, Messias ficou profundamente abalado com o resultado e chegou a afirmar a aliados que considerava deixar o cargo. “Acabou para mim”, teria dito poucas horas após a votação, sinalizando frustração com a rejeição.

Apesar da reação inicial, interlocutores próximos atuaram rapidamente para convencê-lo a permanecer na função. A avaliação dentro do governo é de que uma eventual demissão ampliaria a percepção de derrota política, fortalecendo a oposição em um momento já delicado.

Votação histórica no Senado

A rejeição da indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu por 42 votos contrários e 34 favoráveis. O placar chamou atenção por marcar um episódio raro na história política brasileira: desde 1894, no governo de Floriano Peixoto, o Senado não barrava um indicado à Corte.

O resultado evidencia um ambiente de tensão entre o Executivo e o Legislativo, além de possíveis fissuras na base aliada.

A indicação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial (MSF 7/2026) só foi encaminhada ao Senado no início de abril. Leia mais sobre: Após aval na CCJ, indicação de Messias é rejeitada no plenário do Senado

Bastidores e articulações políticas

Nos bastidores, integrantes do governo apontam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como um dos principais articuladores contrários à indicação. Também são citados ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Flávio Dino, como influentes no cenário que culminou na derrota.

A avaliação interna é de que houve falhas na articulação política e possível divisão entre partidos da base governista, o que contribuiu para o resultado inesperado.

Impactos políticos

A derrota de Jorge Messias no Senado para o STF não apenas frustrou os planos do governo, mas também acendeu um alerta sobre a relação com o Congresso. O episódio pode influenciar futuras indicações e votações estratégicas, exigindo maior alinhamento político.

Mesmo permanecendo na AGU, Messias deve enfrentar um cenário mais desafiador, com necessidade de reconstruir apoio e confiança dentro do ambiente político.

Leia mais: Messias defende autocontenção do STF e é aprovado na CCJ do Senado

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Nilson de Paula
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Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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